UTI - Cuidado humanizado do paciente crítico.

sábado, dezembro 19, 2009

Curso de Pós-graduação em MI inicia em novembro em Porto Velho

O ano está chegando ao fim, mas a disposição dos profissionais que querem se atualizar continua a mesma. Prova disso foi o início da nova turma de Pós-Graduação em Medicina Intensiva da AMIB em parceria com a Faculdade Redentor, e que tem o apoio da Sociedade de Terapia Intensiva de Rondônia (SOTIRO).

A nova turma, que conta com 44 alunos, iniciou as aulas nos dias 27 e 28 de novembro em Porto Velho-RO e, além de alunos da cidade, conta também com profissionais de Rio Branco (AC) e Vilhena (RO), cidades distantes 500 km e 750 km de Porto Velho.

A aula inaugural da pós-graduação da AMIB em Porto Velho contou com a presença do Dr. Ederlon Rezende, presidente eleito da associação para o biênio 2010-2011, da Dr. Patrícia Mello, diretora da divisão de pós-graduação da AMIB e do Dr. Carlos Vieira, presidente da SOTIRO e coordenador local do curso.

"O início desta turma de pós-graduação vem contribuir, significativamente, para a consolidação da especialidade em nosso estado. Para oferecer maior comodidade aos alunos estamos realizando a pós na sede do Conselho Regional de Medicina de Rondônia", afirma o Dr. Carlos Vieira.

A efetivação desta nova turma de pós-graduação vem reforçar a parceria entre a Faculdade Redentor e a AMIB, que atuam juntas desde 2003. Pela parceria já foram formados mais de 450 médicos.

Para o gerente de Pós-Graduação da Faculdade Redentor Roberto Freitas, a efetivação dessa parceria teve início em 2005, quando a primeira turma da pós-graduação foi concluída com sucesso. Desde então AMIB e Faculdade Redentor vêm trilhando um caminho de inovações, inclusive com a profissionalização da estrutura administrativa. "Em 2009 abrimos mais de dez turmas em todo Brasil. Acreditamos que a grande conquista ainda está por vir, pois temos excelentes expectativas para 2010, como conseguir desenvolver a atividade educacional com a proposta de abordar as necessidades da Medicina Intensiva para os médicos que necessitam da qualificação, é a nossa meta", informa o gerente.

Para 2010 novas turmas de pós-graduação estão programadas para serem iniciadas em todo Brasil. As datas e locais podem ser acompanhados pelo site da AMIB - www.amib.org.br


Fonte: AMIB


terça-feira, dezembro 15, 2009

AMIB é divulgada em todo o Brasil

Imprensa apresenta a Medicina Intensiva aos brasileiros

Na última semana, a agência de comunicação que atende a AMIB na área de relacionamento com a imprensa divulgou os últimos resultados. Os assuntos apresentados à mídia nacional nos últimos três meses foram: a "Campanha Orgulho de Ser Intensivista", Censo 2009 e XVI CBMI.

O grande destaque ficou para os resultados regionais do Censo AMIB 2009. Além de uma matéria especial no Jornal Hoje, da TV Globo, que no seu desenrolar levou à Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco a contratar mais 25 médicos intensivistas no estado, as afiliadas da Rede Globo destacou o tema no Amazonas, Rio Grande do Norte, Alagoas, Espírito Santo, Ceará e Maranhão. "Os presidentes e representantes das regionais foram importantíssimos na divulgação do nosso censo em todo o país", reforça Dr. Ederlon Rezende, presidente eleito para o Biênio 2010-2011.

A "Campanha Orgulho de Ser Intensivista" continuou sendo notícia pelo Brasil. Em setembro, o programa "Mais Você", apresentado por Ana Maria Braga, na TV Globo, apresentou o dia a dia de um médico intensivista e reservou mais de 20 minutos do programa para o tema, com entrevistas gravadas e ao vivo no estúdio da emissora. As principais emissoras de TV e rádios de outros estados também falaram sobre a Medicina Intensiva. E para fechar a campanha, a mídia reservou bons espaços para a ação UTI Cênica que foi montada no Vão do Masp, em São Paulo. "Ao estarmos na mídia leiga, conseguimos atingir um dos importantes objetivos da nossa campanha que é desmistificar o ambiente de UTI, apresentando à população que a UTI é um local de proteção", diz Dr. Ederlon Rezende.


Fonte: AMIB



segunda-feira, dezembro 07, 2009

Enquete no Senado: Vote a favor do Ato Médico

A Agência Senado está promovendo uma enquete, através do seu site, sobre a regulamentação da medicina. A pergunta "você é a favor ou contra a regulamentação do exercício da medicina nos termos do projeto PLS 268/02?" ficará no ar até o fim de dezembro e pode ser acessada na página principal da Agência. Em apenas dois dias, a enquete já recebeu 3.544 votos, sendo 30,45% a favor e 69,55% contra a regulamentação da medicina.

Dê o seu voto a favor do projeto, que foi aprovado em outubro pela Câmara dos Deputados, e, agora, aguarda a avaliação dos senadores. Para dizer SIM ao Ato Médico, acesse agora mesmo a página da Agência Senado. O endereço é o seguinte: http://www.senado.gov.br/agencia/default.aspx?mob=0. Avise aos outros médicos e defensores da proposta para fazer o mesmo.

Muito se tem falado sobre este projeto de lei, que trará grandes benefícios para a sociedade. No entanto, os que são contra usam argumentos falsos e procuram induzir à confusão e à polêmica. Confira as verdades e mentiras sobre o ato, o que fortalecerá sua argumentação junto aos outros profissionais da área da saúde e à população.

VERDADES E MENTIRAS SOBRE O PL 7703/06

1- Das diversas profissões que atuam na área da saúde no Brasil, apenas a Medicina não tem o seu exercício profissional regulamentado em Lei, o que agora se pretende corrigir com a aprovação do PL. Talvez pelo fato da Medicina ser a mais antiga das profissões da Saúde, nunca houve a preocupação de regulamentá-la. Como nos últimos tempos alguns procedimentos que deveriam ser realizados exclusivamente por médicos - do ponto de vista técnico–científico, legal e de responsabilidade civil - passaram a ser executados por profissionais não-médicos, surgiu a necessidade de definição legal das atividades que são ou não privativas de quem tem a formação médica.

2- Como é facilmente compreensível para quem lê o inteiro teor do PL e não apenas “pinçando” alguns de seus artigos para interpretações errôneas, o PL não ofende nem pretende se sobrepor às outras profissões da Saúde, muito menos colocá-las em posição subalterna. Não existe no PL qualquer referência que permita este tipo de interpretação, a não ser por desinformação ou má intenção de pessoas com outros objetivos. Pelo contrário, em vários de seus artigos e parágrafos o PL evidencia de maneira bastante clara o respeito pelas atribuições das outras profissões. Sugerimos a leitura atenta do PL, especialmente o artigo 3, os parágrafos 2, 5, 6 e, principalmente, o parágrafo 7 do artigo 4, além do parágrafo único do artigo 5. < /span>

3- O PL vem sendo amplamente debatido há mais de 7 anos, primeiramente no Senado e agora pela Câmara, retornando novamente ao Senado; se finalmente aprovado, seguirá para sanção presidencial. Neste processo foram ouvidos inúmeros setores da Sociedade, em várias audiências públicas, com ampla participação das Entidades representativas de todas as profissões da Saúde, até a edição do texto final que atende, principalmente, às necessidades da população brasileira.

4- A regulamentação da profissão de médico é essencial para proteção da sociedade, para evitar que pessoas sem preparo técnico adequado pratiquem atos danosos à saúde das pessoas. Uma leitura atenta, isenta, sem preconceitos e honesta do PL mostra, com clareza, que não se pretende - e nem seria possível - excluir outras profissões do atendimento à saúde dos cidadãos e nem mesmo limitar as suas atribuições. O que se pretende é evidenciar que uma equipe de saúde deve contar com vários profissionais, de maneira harmoniosa e integrada, nas suas atribuições específicas, incluindo os médicos. Afinal, ao contrario do que pensam alguns, ainda não é possível fazer Medicina sem médico.

Para mandar um e-mail ao Senador de seu Estado, solicitando a aprovação pelo Senado do PL-7703/2006, acesse o link: http://www.apm.org.br/regulamentacaodamedicina/




segunda-feira, novembro 30, 2009

Delta Gap

Nos pacientes com acidose metabólica e anion gap aumentado, o cálculo do delta gap pode ser útil para o diagnóstico de distúrbios mistos.

Delta gap = (Anion gap - 12) - (24 - bicarbonato). O delta gap é a diferença entre o aumento do anion gap a partir de 12 mEq/L e redução do bicarbonato a partir de 24 mEq/L.

Se a acidose metabólica com anion gap aumentado for a única alteração ácido-base, a correlação entre o aumento do anion gap e redução do bicarbonato deve ser de aproximadamente zero.

Delta gap > 6 (redução do bicarbonato é menor que a esperada) = alcalose metabólica concomitante à acidose metabólica com anion gap aumentado

Delta gap < 6 (redução do bicarbonato é superior a esperada) = acidose metabólica com anion gap normal associada à acidose metabólica com anion gap aumentado

Exemplo: Mulher jovem com diarréia, vômitos, hipotensão arterial e acidose metabólica. Sódio 144 mEq/L; Potássio 4,2 mEq/L, Cloro 95 meq/L; Bicarbonato 14 mEq/L. Anion gap = Na - (Cl + Bicarbonato) = 35 (normal: 8-16 mEq/L). Delta Gap = (35 - 12) - (24 - 12 ) = 10 mEq/L. A presença de um delta gap superior a 6 mEq/L sugere a presença de uma alcalose metabólica concomitante à acidose metabólica.

Fonte: Flávio E. Nácul

domingo, novembro 29, 2009

Regulamentação da Medicina e Bem Estar do Cidadão

Artigo do Dr. Roberto Luiz DÁvila – presidente do CFM, publicado na Folha de São Paulo.


O Congresso Nacional está a um passo de aprovar uma lei que representa uma conquista para a Saúde no Brasil. Após ser aprovada com 292 votos favoráveis pela Câmara dos Deputados, seguiu para a apreciação do Senado a proposta que regulamenta o exercício da Medicina no país. Apesar da aparente obviedade sobre qual o papel dos 344.034 médicos na assistência à população brasileira, o Projeto de Lei 7.703/2006 preenche uma lacuna importante ao definir de forma clara, objetiva, os atos privativos destes profissionais e aqueles que podem ser compartilhados com as outras 13 categorias vinculadas ao campo da saúde.

O texto não elimina os avanços alcançados pela multiprofissionalidade da atenção em saúde. Pelo contrário, ele valoriza o espaço de enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, psicólogos, biólogos, biomédicos, farmacêuticos, fonoaudiólogos, profissionais de educação física, terapeutas ocupacionais e técnicos e tecnólogos de radiologia, entre outros, ao ressaltar o que as regulamentações de cada uma dessas categorias já fizeram quando definiram o escopo de suas atuações.

O Projeto de Lei não impede que todos estes profissionais participem ativamente das ações de promoção da saúde, de prevenção de doenças e da reabilitação dos enfermos e pessoas que vivem com deficiências. Na verdade, ele estimula a mútua colaboração entre todos os profissionais da saúde - dentro de suas respectivas competências - com o objetivo único de garantir o bem estar individual e coletivo dos cidadãos.

Mas o Projeto vai além e assegura algo a que todo brasileiro deve ter direito: a garantia de que o diagnóstico de seu problema de saúde e de que o tratamento para enfrentá-lo, assim como que a realização de procedimentos invasivos capazes de gerar risco de vida, sejam realizados por um médico, devidamente capacitado, avaliado e fiscalizado por instâncias de controle profissional, como os 28 Conselhos Federal e Regionais de Medicina, além das associações e sociedades médicas. A confirmação desta conquista pelo Senado, prevista para as próximas semanas, consolidará o senso comum e a jurisprudência existente sobre o assunto, aprovadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Quando adoecemos queremos ser atendidos por médicos. Quando nossos filhos, pais e irmãos adoecem, queremos que um médico investigue as causas de nosso problema, o diagnostique e nos oriente sobre o que fazer. Com a ampliação e especialização dos diferentes campos do conhecimento, logicamente que outros profissionais podem participar na recuperação da saúde dos pacientes. No entanto, cabe ao médico fazer o diagnóstico e o tratamento das doenças, principalmente, em função, de sua formação profissional e pela credibilidade e confiança atribuídas a ele pelos pacientes.

A população passa ser a grande beneficiada com a mudança, pois contará com uma linha de cuidados integral e articulada dentro de princípios de competência e responsabilidade. Isso trará maior segurança e proteção aos pacientes ao contribuir para evitar distorções que colocam a vida e o bem estar de todos em risco. As recomendações e prescrições passarão a serem implementadas segundo critérios rígidos e científicos que asseguram que o individuo será avaliado de forma holística, integral, e não apenas em função de sinais e sintomas que nem sempre refletem a real dimensão de uma doença ou agravo de saúde.

Por outro lado, a legislação será também um instrumento de aperfeiçoamento do próprio Sistema Único de Saúde (SUS) ao exigir que os gestores, em todas as esferas (federal, estadual e municipal), contem em suas equipes com médicos. Esta é uma maneira de enfrentar a iniqüidade do acesso à saúde no país, evitando que apenas recebam a orientação de profissionais da Medicina aqueles que têm recursos para pagar uma consulta ou um plano privado de saúde.

A sociedade aguarda por esta mudança, que não pode demorar mais. A regulamentação do exercício da Medicina não prejudica categorias profissionais ou cerceia direitos. Na realidade, ela cumpre a função de tornar cristalino o espectro das responsabilidades e das competências da atividade médica, fundamental para o cuidado da saúde do ser humano. O tema, que está sobre a mesa dos senadores, é urgente e imprescindível para transformar o que existe de fato também em um direito. A Saúde do Brasil espera por isso.

CAS do Senado aprova salário do médico em 7 mil reais

Foi aprovado no dia 18 de novembro, pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado Federal o parecer do senador Mão Santa (PMDB/PI) ao Projeto de Lei 140/2009, que fixa o valor do piso salarial e a jornada de trabalho dos médicos e cirurgiões-dentistas. Mão Santa foi favorável ao projeto que prevê um piso salarial no valor de R$ 7 mil aos profissionais e reajustado anualmente com referência no Índice Nacional de Preços ao Consumidor(INPC).

Como justificativa em seu relatório, o Senador atribuiu o art. 7º, inciso V, da Constituição Federal que presume que o piso salarial deve ser proporcional à extensão e à complexidade do trabalho.

“Cabe registrar que qualquer valor de piso salarial inferior representaria, para essas categorias profissionais, um tratamento indigno e desrespeitoso com trabalhadores que levam anos para conseguir uma formação decente e precisam de constante atualização científica, para garantir a todos os cidadãos um atendimento condizente com a dignidade humana,” relatou à Comissão em seu parecer.

O documento também pede a mudança na redação do texto do projeto que estabelece o cumprimento de duas a quatro horas diárias, passando a estabelecer o período de 20h semanais, como já consagrado pela categoria.

Fonte: Imprensa FENAM

segunda-feira, novembro 09, 2009

Lei do Ato Médico

Alguns profissionais que trabalham na área de saúde mostram-se inconformados com a aprovação da Lei da Medicina. Dizem que, a partir de agora, só poderão exercer suas atividades se estiverem "subordinados" aos médicos. Isto não é verdade, porque os parágrafos 6 e 7 do art. 4º da nova Lei GARANTE o RESPEITO às atividades dos outros 13 profissionais de saúde, desde que previstas em suas respectivas leis.

Vejamos o que dizem estes parágrafos:

§ 6º O disposto neste artigo não se aplica ao exercício da Odontologia, no âmbito de sua área de atuação.

§ 7º São resguardadas as competências específicas das profissões de assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, profissional de educação física, psicólogo, terapeuta ocupacional e técnico e tecnólogo de radiologia e outras que venham a ser regulamentadas

Os textos são claros, não deixam margem à dúvida sobre o respeito às profissões regulamentadas.

Outros atacam o projeto de lei dizendo que ele "restringe" as atividades das outras profissões, o que também não é verdade.

O parágrafo 5 do mesmo art. 4º mostra que vários procedimentos – como aplicação de injeções, passagem de sondas, curativos, realização de exames, entre outros – NÃO SÃO exclusivos de médicos, podendo ser realizados por outros profissionais. Senão, vejamos:

§ 5º Excetuam-se do rol de atividades privativas do médico:

I – aplicação de injeções subcutâneas, intradérmicas, intramusculares e intravenosas, de acordo com a prescrição médica;

II – cateterização nasofaringeana, orotraqueal, esofágica, gástrica, enteral, anal, vesical, e venosa periférica, de acordo com a prescrição médica;

III – aspiração nasofaringeana ou orotraqueal;

IV – punções venosa e arterial periféricas, de acordo com a prescrição médica;

V – realização de curativo com desbridamento até o limite do tecido subcutâneo, sem a necessidade de tratamento cirúrgico;

VI – atendimento à pessoa sob risco de morte iminente;

VII – a realização dos exames citopatológicos e seus respectivos laudos;

VIII – a coleta de material biológico para realização de análises clínico-laboratoriais;

IX – os procedimentos realizados através de orifícios naturais em estruturas anatômicas visando a recuperação físico-funcional e não comprometendo a estrutura celular e tecidual.

Em relação à falsa polêmica sobre a exclusividade do diagnóstico, a nova Lei estabelece como privativo do médico o diagnóstico de doenças e não qualquer tipo de diagnóstico. O parágrafo 2 do Art. 4º é também claro ao estabelecer que:

§ 2º Não são privativos dos médicos os diagnósticos psicológico, nutricional e socioambiental e as avaliações comportamental e das capacidades mental, sensorial, perceptocognitiva e psicomotora.

Também é preciso deixar claro que a nova Lei NÃO "desestabiliza" o SUS, e ainda cuida de fortalecer o trabalho EM EQUIPE na área da saúde. É o que garante o seu art.3º:

Art. 3º O médico integrante da equipe de saúde que assiste o indivíduo ou a coletividade atuará em mútua colaboração com os demais profissionais de saúde que a compõem.

Ao relacionar o que NÃO É EXCLUSIVO do médico, a Lei garante a liberdade de atuação dos demais profissionais de saúde.

O PL que regulamenta a Medicina define basicamente as atribuições exclusivas do médico: diagnosticar doenças e prescrever o tratamento do paciente. Diz que cabe exclusivamente ao médico internar e dar alta aos pacientes em hospitais, bem como atestar as condições de saúde e/ou de doença das pessoas. E que o médico é também o único profissional responsável por emitir o atestado de óbito.

Nada de novo. O projeto de lei simplesmente aprova o que a sociedade já sabe e espera dos médicos.

Não custa lembrar que a Lei que está sendo aprovada agora regulamenta a mais antiga das profissões da área da saúde – a Medicina –, a única que não havia sido regulamentada até agora. Todas as outras profissões já têm suas leis, definindo as atribuições de cada profissional.

Com a regulamentação da Medicina ficará claro – em Lei – as atribuições dos médicos, as coisas que só eles fazem e que só eles estão preparados para fazer. Isto não só impedirá que outras pessoas exerçam atividades típicas dos médicos, como também exigirá dos próprios médicos maior responsabilidade na execução de suas funções.

Não restam dúvidas: quem mais se beneficiará com a aprovação da Lei será a sociedade brasileira, principalmente os segmentos menos favorecidos.

domingo, outubro 18, 2009

18 de outubro - Dia dos Médicos

PARABÉNS PARA TODOS OS MÉDICOS!

Poema para os médicos


Estão sob juramento divino
que lhes confere poder e proteção,
nascem desde sempre com o mesmo destino:
caminhar mansamente entre luzes e escuridão.

Trazem consigo a bagagem da eternidade
zelando pelos que buscam, apreensivos, a salvação.
Não dormem, fecham os olhos por necessidade
para abri-los novamente em outra dimensão.

Suportam sombras e medos
sem esquecer sua nobre missão:
assegurar que os suspiros seguros entre seus dedos
não escorram, doloridos, para a imensidão.

Levam a esperança em forma de gente
através da serpente envolvendo o bastão,
e quando sofrem ou choram tristemente
fazem dos céus o seu único chão.

Permanecem embalados pelo conhecimento
que lhes chama constantemente à razão
porque não se deixam levar pelo tempo
ao terem as mãos presas à elevação...


Laís Scodeler

quarta-feira, outubro 14, 2009

Médicos não precisam mais preencher CID nas guias de consultas e exames


Depois de um longo período de discussões, inclusive com ações na Justiça, as entidades médicas nacionais – FENAM, Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Médica Brasileira (AMB) -, conseguiram vencer a resistência das operadoras de saúde e a partir desta quinta-feira, 01/10, os médicos que prestam serviços aos planos de saúde não precisam mais continuar preenchendo o Código Internacional de Doenças (CID) nas guias de solicitação de consultas e exames. A decisão foi tomada durante reunião do Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar (COPISS), realizada na sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), no Rio de Janeiro. Com isso, o CID só precisa ser preenchido nas guias de internação, conforme prevê resolução do CFM. O secretário de Saúde Suplementar da FENAM, Márcio Bichara, que representou a entidade na reunião, alerta que qualquer exigência por partes dos planos de saúde deve ser denunciada às entidades médicas.

Fonte: FENAM


quarta-feira, outubro 07, 2009

Protocolo de Insulinoterapia em TCE e AVCH

Artigo: Published online: 24 September 2009

Fulltext: Sotiro -Lista


Abstract
Background To evaluate the safety and efficiency of a protocol for glycemic control in intensive care unit (ICU) patients with neurovascular or head injury.
Methods Two cohorts of 50 consecutive patients admitted to the ICU with an admission diagnosis of neurovascular or head injury before and after protocol implementation were evaluated. All patients in the interventional cohort received insulin using a standardized intravenous insulin infusion protocol targeting blood glucose levels of 7–9 mmol/l. Efficiency (time to reach and time within target range), safety (hypoglycemia), and nursing compliance (protocol violations) were evaluated.
Results The median time to reach the target blood glucose range was shorter in the interventional cohort than the conventional cohort (5.0 h [0.5–20.5 h] vs. 12.9 h [1.3–90.3 h]; P < 0.001). More time was spent within target range in the interventional cohort than in the conventional cohort (36.4 ± 16.3% vs. 27.1 ± 19.0%; P < 0.001). The median prevalence of mild (<4.9 mmol/l) hypoglycemia (0 [0–1.11]% vs. 0.58 [0–2.79]%; P < 0.001) and moderate (<3.9) hypoglycemia (0[0–0.55]% vs. 0 [1–1.25]%; p < 0.001) was significantly lower in the interventional cohort.
Conclusions The intravenous insulin infusion protocol improved the safety and efficiency of glycemic control for ICU patients with neurovascular or head injury.

domingo, outubro 04, 2009

Pós Graduação em Medicina Intensiva

Pós Graduação em Medicina Intensiva - Curso em parceira com a AMIB

Visite o site abaixo para maiores informações:
http://www.redentor.edu.br/pos_09/?centro=detalhecursopos&idpos=9&idcid=19&idcidpos=64

Ou mande uma mensagem para o Coordenador = Dr. Carlos Vieira (carlosvieira5@hotmail.com)


terça-feira, setembro 29, 2009

CURSO DE NEUROINTENSIVISMO

Educação Médica Continuada - CREMERO
Curso de Neurointensivismo
Dia: 24 de Outubro
Local: Auditório do CREMERO
Horário: 8 às 19 horas
Palestrantes: Dr. Eduardo Paranhos (RJ) e Dr. Jorge Paranhos (BH)
Apoio: SOTIRO

terça-feira, setembro 22, 2009

Profissionalismo médico


Um trabalho publicado este mês por Fasce et al. (2009) trata sobre "profissionalismo médico".

O tema profissionalismo médico tem recebido crescente interesse na literatura, fato demonstrado pelos 2.677 artigos indexados pela Medline até setembro de 2008, dos quais 1.688 (63%) foram publicados nos últimos dez anos e 1.096 (41%), nos últimos cinco anos.

Há uma extensa literatura que visa estabelecer uma definição adequada do termo, identificando que atributos melhor o caracterizariam. Quais seriam os atributos do "bom médico"? E quais seriam as formas de identificar e integrar conteúdos sobre profissionalismo no ensino e na avaliação de estudantes de graduação em Medicina?

Os referidos autores afirmam que o Medical Professionalism Project (referência abaixo), cujas principais conclusões foram publicadas nos Annals of Internal Medicine em 2002 (com a participação da American Board of Internal Medicine, do American College of Physicians, American Society of Internal Medicine e a European Federation of internal Medicine), apresentando-se os atributos requeridos para o que denominam de profissionalismo médico.

Profissionalismo médico foi considerado na referida publicação como "o conjunto de responsabilidades profissionais, tais como uma atualização constante, honestidade e confidencialidade, relação adequada com pacientes, familiares e membros da equipe de saúde, e busca constante em melhorar a qualidade de atendimento."

Então, Fasce et al (2009) resolveram realizar uma pesquisa com médicos e estudantes de Medicina chilenos sobre esse constructo. Entrevistaram 104 médicos (por e-mail) e 47 alunos de Medicina (primeiro ano) em entrevista direta de grupo, através de um teste de associação livre sobre os atributos que seria atribuir a "um bom médico".

Os dados foram processados de acordo com a disponibilidade do modelo lexical (LAM), que prevê análise quantitativa e qualitativa.

Os autores verificaram que os atributos com pontuações mais elevadas entre os médicos foram honestidade, atualização acadêmica regular, competência, ética, amabilidade e empatia (figura 2 abaixo: retirada do texto do artigo de Fasce et al. [2009]). Entre os estudantes, os atributos selecionados foram altruísmo, empatia, ética, excelência, responsabilidade, amabilidade e competência (figura 1 abaixo).

Os resultados quantitativos obtidos foram expressos como coeficientes numéricos denominados índices de disponibilidade léxica (IDL). Os coeficientes com valores mais altos indicam que tais atributos foram citados con maior frequência e ocuparam as posições mais altas na listagem.

Uma concordância geral foi encontrada entre os médicos e os estudantes, excetuando o fato de se considerar que a atualização acadêmica regular como o atributo importante pelos médicos.

"A excelência implica um esforço consciente para superar as expectativas habituais e um compromisso para a aprendizagem continua, por toda a vida ". Portanto, esse componente corresponde à capacitação contínua.


Os autores concluíram que os atributos que os médicos e estudantes de medicina avaliaram como essenciais são concordantes em grande parte. No início do curso de Medicina, os estudantes têm uma abordagem mais humanista da futura profissão.

Scliar (2005) escreveu: "O bom médico é aquele que refaz, mesmo sem o saber, a trajetória da medicina através dos tempos. Como Hipócrates (460-377 a.C.), sabe que a vida é curta mas a arte é longa; sabe qua a ocasião é fugidia, a experiência, enganadora, o julgamento, difícil. Em suma: sabe que doença representa um extraordinário desafio, tanto em termos de conhecimento quanto de equilíbrio emocional." (...) "O bom médico sabe, como o francês Ambroise Parré (1510-1590) que curar é mais do que intervir; curar como diz a origem latina da palavra, significa cuidar."

Continuando com Scliar (2005): "O bom médico sabe, como o inglês Thomas Sydenham (1624-1689), que a enfermidade tem certa lógica, segue aquilo que se pode chamar de uma história natural, que aos poucos, e seguindo um trajeto mais ou menos previsível, transporta a pessoa para outra realidade, a realidade da doença" (...) "O bom médico sabe, como o alemão Rudolf Virchow (1821-1902), que a doença deve ser procurada não apenas no que é visível, mas também ali onde os olhos não enxergam". (...) "O bom médico, como o judeu austríaco Sigmund Freud (1856-1939), que é preciso ter coragem de defender as próprias convicções (como aquelas sobre a existência do inconsciente, mesmo quando elas se chocam com os preconceitos e as idéias preestabelecidas. O bom médico sabe, como o brasileiro Oswaldo Cruz (1872-1917), que é preciso enfrentar a doença na população, mesmo trabalhando na complicada fronteira entre medicina e política"

E conclui: "O bom médico talvez não seja tão famoso como Hipócrates ou Parré, quanto Sydenham ou Virchow, quanto Freud ou Oswaldo Cruz; mas para seu paciente, para a comunidade da qual cuida, ele é a própria medicina, ciência e arte."

Referências
ABIM Foundation. American Board of Internal Medicine; American College of Physicians-American Society of Internal Medicine; European Federation of Internal Medicine. Medical professionalism in the new millennium: a physician charter. Ann Intern Med. 136 (3):243-6, 2002.
American Board of Internal Medicine Project Professionalism. Disponível em: abim.org/pdf/publications/professionalism.pdf. Acesso em: 12 set 2009.
FASCE, E. et al. Professionalism of physicians from the point of view of physicians and students. Rev. méd. Chile 137 (6): 746-752, 2009.
SCLIAR, M. O olhar médico: Crônicas de Medicina e Saúde. São Paulo: Agora Ed., 2005.


quinta-feira, setembro 17, 2009

Exposição ocupacional à radiação ionizante em ambiente hospitalar

Saúde e Trabalho

Rita de Cássia Flor
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Enfermagem.

O trabalhador de saúde encontra-se exposto a diversas cargas de trabalho no ambiente hospitalar, entre elas a carga física de radiação ionizante, objeto deste estudo, o qual foi realizado em um hospital público de Santa Catarina, em uma abordagem qualitativa. O objetivo deste estudo foi analisar o processo de trabalho com trabalhadores expostos à radiação ionizante na Unidade de Terapia intensiva (UTI) neonatal e geral, no centro cirúrgico e no setor de diagnose complementar, assim como construir com os trabalhadores medidas de radioproteção de acordo com o contexto de trabalho encontrado. O referencial teórico está composto pela teoria do processo de trabalho aplicado à saúde, a qual dá sustentação ao estudo do trabalho com radiação ionizante e suas cargas de trabalho e ao processo saúde doença no uso das radiações ionizantes na saúde. A metodologia fundamentou-se nos pressupostos do Modelo Operário Italiano (MOI), ou seja, a valorização da experiência e subjetividade dos trabalhadores, a validação consensual das informações, a formação dos grupos homogêneos e a não delegação da produção do conhecimento. Seguindo esses pressupostos foram constituídos quatro grupos homogêneos, perfazendo o total de 32 participantes que responderam a uma entrevista coletiva, seguida de análise documental e de monitoração das áreas estudadas. Os resultados mostraram que os profissionais de saúde dos setores pesquisados expõem-se às radiações ionizantes, devido, principalmente, às condições dos clientes que necessitam de avaliação constante da função respiratória mediante exames radiológicos nos leitos, assim como pela assistência em determinados procedimentos, como instrumentar e auxiliar em cirurgias ortopédica e urológica guiada por equipamentos emissores de radiação, bem como pela falta de conhecimento no que tange à radioproteção. Diante dessas constatações foram validadas pelos grupos homogêneos medidas de prevenção a essas exposições de modo a minimizar possíveis efeitos biológicos das radiações ionizantes. Assim foram sugeridos: colocação de biombos de chumbo na UTI geral, no centro cirúrgico e na UTI neonatal; implantação de programa de educação permanente com temas relativos à radioproteção; controle ocupacional semestral como preceitua a legislação para os profissionais expostos à radiação ionizante; contratação de um profissional físico nuclear para tratar dos assuntos referentes à radioproteção na instituição; monitoração individual dos trabalhadores do centro cirúrgico; rodízio com as equipes de cirurgias ortopédicas e urológicas e, por fim, que seja avaliada, periodicamente, a necessidade dos exames radiológicos nos leitos, em conjunto com os trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente nessa exposição.


sexta-feira, setembro 04, 2009

10 de Novembro - Dia do Intensivista

Após trabalho junto à Câmara dos Deputados, a AMIB conquistou mais uma vitória: oficializar o dia 10 de novembro como o Dia Nacional do Intensivista. O Projeto de Lei 6367/2005 é de autoria do deputado Rafael Guerra e tem como relator o também deputado Eduardo Seabra. A justificativa apresentada pelo autor reforça a missão da entidade de buscar a valorização da especialidade junto à classe médica e à população em geral. "Essa é a primeira grande vitória da nossa campanha Orgulho de Ser Intensivista, que ainda tem como meta a desmistificação da UTI como um local de terminalidade e sim de proteção", diz Álvaro Réa-Neto, presidente da AMIB.

"Homenagear os médicos intensivistas que desempenha tarefas nas Unidades de Tratamento Intensivo - UTIs é uma forma de destacarmos a atividade profissional, a dedicação e a importância deste segmento para a nossa sociedade", diz o texto. Ainda na justificativa, foi apresentada a história da Associação de Medicina Intensiva Brasileira, fundada em 10 de novembro de 1980. "Esta entidade busca sempre a excelência na capacitação e qualificação profissional; a humanização das UTIs, envolvendo pacientes, familiares e equipes; fomenta a pesquisa; valoriza os princípios éticos e bioéticos e tem o compromisso com a responsabilidade social e defesa da assistência universal nas questões de saúde".

Serviço:Projeto: PL 6367/2005

Autor: Deputado Rafael Guerra (PSDB/MG)

Relator: Deputado Eduardo Seabra (PTB/AP)

Posição do Movimento Médico: Favorável

Para acessar: http://www.camara.gov.br/sileg/Prop_Detalhe.asp?id=309455

Proposta da chapa "AMIB para o Futuro"


De 20 a 28 de Setembro no site da AMIB
Como participantes ativos da gestão (2008-2009) da AMIB, antes de apresentar as propostas da chapa, não poderíamos deixar de destacar o trabalho ao Dr. Álvaro Réa-Neto como presidente da entidade, que implementou várias mudanças, dentre as quais destacamos a publicação do Novo Estatuto, a profissionalização interna da AMIB e o fortalecimento dos congressos anuais, organizados diretamente pela AMIB.A seguir apresento as propostas da chapa.

1. Maior suporte às regionaisA principal proposta para os próximos dois anos é dar maior suporte às regionais. Com a AMIB fortalecida podemos beneficiar e trabalhar para que as regionais também se beneficiem. Essa atuação será feita de forma customizada, uma vez que as necessidades de cada regional são distintas, merecendo atenção e ações diferenciadas.
2. Valorização do IntensivistaEstamos no meio de uma ação inédita de valorização do intensivista, a campanha "Orgulho de Ser Intensivista". A manutenção desta campanha precisa ser feita de forma contínua e com os aperfeiçoamentos necessários para que o papel e atuação do intensivista possam ser efetivamente valorizados.
3. Aprimoramento da formação do médico intensivistaDurante a atual gestão foi definido um novo programa de treinamento baseado em competências. A tarefa seguinte será o acompanhamento e implementação desta nova maneira de formar nossos especialistas, em todas as regiões do país. Precisamos descentralizar as oportunidades de formação do intensivista. Desta forma diminuiu-se a necessidade de deslocamento para os grandes centros, melhorando o acesso dos profissionais aos cursos de aprimoramento e formação em sua própria região. Queremos estreitar, ainda mais, o relacionamento com os centros formadores para que eles também se tornem referência.
4. Estreitar relações institucionais A AMIB está numa fase em que precisa incrementar as relações com o governo e com outras entidades como a AMB no Brasil e as principais sociedades de terapia intensiva da América Latina, Estados Unidos e Europa. Vamos reforçar o trabalho de integração com outras instituições para viabilizar parcerias e alinhavar políticas públicas.
5. Incrementar a oferta de serviços ao associadoNosso desafio será aumentar a oferta de vantagens aos associados da AMIB, proporcionando benefícios exclusivos aos intensivistas. Por meio do nosso site vamos apostar em novas ferramentas, como disponibilizar um maior número de publicações como livros e revistas disponíveis para consulta. A ideia é fazer com que nosso portal seja mais que uma canal de educação continuada, mas de constante fonte de informações que auxiliem o intensivista em seu dia a dia.
6. Aprimoramento da gestão técnico-administrativa da AMIBVamos seguir apostando na profissionalização interna da AMIB, investindo em treinamentos e na qualidade da gestão para que possamos contar, cada vez mais, com uma equipe sintonizada com as necessidades da nossa categoria e do mercado. O primeiro passo já foi dado pela Diretoria Executiva atual, mas ainda temos muito trabalho pela frente.
7. RBTI na Pub MédA Pub Méd é a referência das publicações científicas. Nos últimos dois anos foi feito um trabalho importante de qualificação da revista. Nesta gestão a RBTI se tornou bilíngüe e queremos dar continuidade neste processo de desenvolvimento e reputação da nossa publicação. Queremos submetê-la para que se torne referência, ganhando cada vez mais em visibilidade e credibilidade.
8. Fomentar o desenvolvimento científico e rede de pesquisaA AMIB precisa ser o principal catalisador científico e grande fomentador de pesquisas dentro da área de terapia intensiva no Brasil. Já tivemos alguns avanços significativos nesta área, como a realização do fórum de pesquisa do Fundo AMIB, publicação das recomendações para o tratamento de pacientes graves com infecção pelo vírus H1N1 e a idealização de um congresso de cunho mais científico, mas podemos avançar muito mais e atrair os intensivistas que tenham importante atuação no campo científico e das pesquisas.Atualmente nossa rede de pesquisas está em fase de implementação, sendo constituída nos moldes da rede de pesquisa canadense. Esta iniciativa será priorizada em nossa gestão.
9. Ampliar a participação dos pediatrias e neonatologistas no cotidiano da AMIB Vamos ampliar a participação destes profissionais na AMIB e trabalhar por uma regulamentação para a formação do neonatologistas que atual em terapia intensiva. Não queremos que eles se vejam como um departamento a parte, queremos a participação ativa destes profissionais nos diferentes comitês da entidade.Vamos trabalhar pela uma regulamentação da formação do neonatologista intensivista e do título de especialista de neonatologia em medicina intensiva, em continuidade as ações da gestão atual. Neste ponto temos contado com a atuação do Dr. Werther Brunow de Carvalho, que está muito empenhado em aumentar a participação dos pediatrias e neonatologias na AMIB.
10. Aumentar o espaço de atuação das especialidades não médicasContinuar o trabalho desta diretoria executiva aumentando o espaço de atuação das especialidades não médicas, criando condições para que eles possam agregar os profissionais e aumentar o intercâmbio com as sociedades mãe de suas especialidades como enfermagem, fisioterapia, psicologia e assim sucessivamente.Promover a realização de fórum científicos em diferentes cidades, sempre sem custo para os associados, pois esta idéia implementada nesta gestão tem dado ótimos resultados.
Saiba mais sobre o candidato a Diretor Presidente da chapa "AMIB para o Futuro"
Dr. Ederlon Alves de Carvalho Rezende - 43 anos
Diretor do Serviço de Medicina Intensiva do Hospital do Servidor Público Estadual Francisco Morato de Oliveira
Especialista em Medicina Intensiva pela AMIB-AMB
Especialista em Cardiologia pela SBC-AMBMédico pela Universidade Federal do Pará - UFPA
Vida Associativa
Primeiro Secretário da Associação de Medicina Intensiva Brasileira - AMIB biênio 2008-2009
Presidente do XIV Congresso Brasileiro de Medicina IntensivaSegundo Secretário SOPATI biênio 2007-2008

quinta-feira, agosto 20, 2009

Ato Médico é aprovado na Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados

Por: Taciana Giesel

O Projeto de Lei 7703/06, que define a área de atuação, as atividades privativas e os cargos privativos dos médicos, conhecido como projeto do Ato Médico, foi aprovado nesta quarta-feira, 19/08, pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) da Câmara dos Deputados. Depois de muita discussão, o substitutivo do deputado Edinho Bez (PMDB/SC), favorável à proposta de regulamentação da atividade médica, recebeu a aprovação dos parlamentares.

Leia mais


domingo, agosto 16, 2009

O que é necessário para um hospital sem papel?


As tendências de TI para a área de saúde caminham para a construção de um hospital livre de papéis, com aplicativos de telemedicina, telemonitorização e telediagnósticos, em que as paredes não sejam um obstáculo ao acesso dos dados ou ao cuidado com o paciente.

O que é necessário para o hospital sem papel
O hospital sem papel também exigirá que as empresas colaborem entre si, criando plataformas que permitam a troca de dados, independente de marca ou equipamento.
Os requisitos serão:
  1. Interoperabilidade, em que plataformas distintas apresentem a informação em qualquer lugar e sempre que necessário;
  2. Convergência e integração, em que aparelhos com diferentes finalidades, como MPOC (Mobile Point of Care), smartphones, TV digital e computadores, por exemplo, sejam integrados;
  3. Mobilidade, para que as unidades móveis de saúde, como as ambulância, possam consultar e inserir dados;
  4. Integração e abrangência, com uma visão holística de processos e compartilhamento de informações entre as áreas;
  5. Digitalização das informações em papel, para que sejam absorvidas pelo sistema
    e facilidade de acesso e portabilidade, para que os pontos e meios de acesso aos documentos digitais sejam universais.


"Para isso, será preciso criar ferramentas de compartilhamento, para que o hospital possa ser até mesmo na casa das pessoas, como uma extensão do home-care", analisa Sobral.
A simplicidade torna-se, então, a única maneira de garantir que estas soluções estarão disponíveis o mais rápido possíveis e que terão um alto índice de aceitação. "Em poucos anos, poderemos ir de um hospital para outro com o mesmo número de prontuário, mas, para que isso aconteça é preciso evitar os entraves e simplificar os processos", conclui Magnus, presidente da MV Sistemas.

Fonte: Colaboração como estratégia de TI em Saúde - Saúde Business Web por Cylene Souza


Tamiflu (Oseltamivir) - Uso em crianças


Uma pesquisa da Universidade de Oxford sugere que os antivirais Tamiflu e Relenza, usados para tratamento da influenza A (gripe suína), raramente evitam complicações em crianças com a gripe normal.

Apesar de ser difícil generalizar este fato com a atual epidemia de gripe A, os autores afirmam que é improvável que estes remédios ajudem crianças que tenham contraído o vírus H1N1.

Antivirais contra gripe A H1N1

Os antivirais são a base do tratamento para a gripe A até que uma vacina seja disponibilizada, o que deve acontecer em setembro. Estes remédios foram criados para garantir que os sintomas da doença sejam leves e reduzir a chance de uma pessoa infectada transmitir a gripe para outra.

O último estudo, publicado na revista British Medical Journal, mostra que os antivirais podem diminuir a duração da gripe comum em crianças em até um dia e meio, mas também mostra que estes remédios fazem pouco efeito, ou até nenhum efeito em ataques de asma, infecções no ouvido ou no caso de uma criança precisar de antibióticos.

O antiviral Tamiflu também já foi ligado ao aumento do risco de vômito e outros efeitos colaterais em crianças - veja Remédio contra gripe A causa efeitos colaterais em crianças.

Estratégia inapropriada

A equipe da Universidade de Oxford, liderada pelo pesquisador Matthew Thompson, analisou quatro testes do tratamento da gripe comum em 1.766 crianças e três testes envolvendo o uso de antiviral para limitar o contágio da gripe comum em 863 crianças.

"Nossa pesquisa descobriu que, para a maioria das crianças, estes remédios antivirais provavelmente não vão fazer muito efeito", afirmou Thompson.

O médico Carl Henegan, que participou da pesquisa e que trabalha no hospital John Radcliffe em Oxford, afirmou que a atual política britânica de distribuição do Tamiflu para ocorrências mais leves da doença, é uma "estratégia inapropriada".

"Os efeitos prejudiciais superam a redução de um dia dos benefícios sintomáticos", afirmou.

8% de eficácia do Tamiflu

A pesquisa também revelou a eficácia do uso dos antivirais para conter o contágio pela gripe e descobriu que 13 pessoas precisaram ser tratadas para evitar um caso adicional, o que significa que estes remédios reduziram a transmissão em 8%.

O especialista britânico em gripe Hugh Pennington, afirmou que as descobertas dos pesquisadores de Oxford não são surpreendentes e destacam o que já se sabe sobre o Tamiflu.

"O Tamiflu tem sua utilidade, mas não é milagroso", disse.

Política de segurança

Um porta-voz do Departamento de Saúde britânico afirmou que enquanto "ainda existem dúvidas a respeito de como a gripe A afeta crianças, acreditamos em uma política de segurança em primeiro lugar; o oferecimento de antivirais para todos ainda é uma medida responsável".

"A pesquisa está certa ao afirmar que muitas pessoas com a gripe A apresentam apenas sintomas leves e, para estas pessoas, repouso e medicamentos contra a gripe comprados em farmácias pode funcionar."

"Mas, para aqueles que sofrem sintomas mais graves, o melhor conselho científico afirma que o Tamiflu deve ser administrado o mais rápido possível, e sugerir outra forma de tratamento é potencialmente perigoso", acrescentou o porta-voz.

Mudança de Protocolo para Gripe H1N1

  • O que mudou no protocolo da gripe H1N1


Médicos poderão receitar o medicamento contra a gripe suína para pacientes que não se enquadram nos casos previstos no atual protocolo de tratamento - SRAG* (síndrome respiratória grave ou com algum fator de risco, como cardiopatia e gravidez.
A mudança será introduzida no protocolo nos próximos dias, segundo o secretário de Vigilância em Saúde do ministério, Gerson Penna. O documento trará uma caixa em vermelho com a frase: "Qualquer indicação diferente das recomendadas neste protocolo fica na inteira responsabilidade do médico prescritor e da autoridade sanitária local".

Qualquer pessoa que apresente sintomas de gripe passa a ser considerada caso suspeito de influenza sazonal e de influenza A (H1N1).

O Ministério da Saúde prioriza entre os casos de síndrome gripal a notificação, a investigação, o diagnóstico laboratorial e o tratamento dos casos com síndrome respiratória aguda grave (SRAG)* e aquelas pessoas que apresentam fatores de risco para a complicação pela doença, como: menores de 2 e maiores de 60 anos de idade, gestantes, portadores de doenças crônicas, imunodeprimidos, entre outros. (leia mais em Portal Saúde)

  • 15% e 45% da população terá sido infectada pelo novo vírus
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reiterou nesta terça-feira (4) a estimativa de que cerca de 2 bilhões de pessoas deverão pegar o vírus A (H1N1) até o fim da pandemia. A estimativa, entretanto, vem com um grande alerta sanitário: ninguém sabe quantas pessoas já foram infectadas até agora pela nova cepa de vírus influenza, e o número final nunca será conhecido, já que muitos casos são tão leves que podem passar despercebidos.
"Até o fim da pandemia, entre 15% e 45% da população terá sido infectada pelo novo vírus pandêmico", disse a porta-voz da OMS, Aphaluck Bhatiasevi, em um comunicado."Trinta por cento é uma estimativa média e 30% da população mundial é 2 bilhões.""Devemos lembrar, entretanto, que as tentativas de estimar as taxas de infecção podem ser apenas aproximações grosseiras", acrescentou. (leia mais em GazetaWeb)
  • H1N1 pode estar substituindo vírus da gripe comum
O vírus H1N1 pode estar substituindo o vírus da gripe comum, afirmou nesta sexta-feira o diretor de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde, Eduardo Hage. Segundo ele, 60% dos exames positivos para gripe desde abril apontaram para o vírus H1N1.
"O que isso pode indicar é uma possível substituição do vírus", disse Hage, de acordo com o ministério, ao comentar sobre a taxa de gripe causada pelo vírus H1N1 no país.
"Ele (vírus H1N1) aparentemente pode passar a predominar no cenário e outro vírus (da gripe comum), deixar de circular", afirmou ele.
Segundo Hage, a taxa de mortalidade em relação ao total de pacientes graves é de 12,8 por cento no país.
A pasta indicou que mais de 60% dos casos de nova gripe no Brasil estão concentrados em pacientes entre 20 e 49 anos. A idade média dos infectados é de 29 anos.
O ministério reiterou a recomendação para que pacientes em grupos de risco adiem viagens para países onde a transmissão é sustentada. A pasta também pediu que alunos com sintomas de gripe evitem retornar às aulas até que se recuperem. (leia mais em G1)
*SRAG:
DOENÇA RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE:
Indivíduo de qualquer idade com doença respiratória aguda caracterizada por febre superior a 38ºC, tosse E dispnéia, acompanhada ou não de dor de garganta ou manifestações gastrointestinais.
Sinais e sintomas que devem ser observados:
-Aumento da freqüência respiratória (> 25 irpm)
-Hipotensão em relação a pressão arterial habitual do paciente

Em crianças além dos itens acima, observar também:
-batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.
O quadro clínico pode ou não ser acompanhado de alterações laboratoriais e radiológicas listadas abaixo:
-Alterações laboratoriais: leucocitose, leucopenia ou neutrofilia;
-Radiografia de tórax: infiltrado intersticial localizado ou difuso ou presença de área de condensação.
Alerta: deve ser dada atenção especial a essas alterações quando ocorrerem em pacientes que apresentem fatores de risco para a complicação por influenza.


Fonte: Leandra (Alum)

quinta-feira, agosto 13, 2009

Marcapasso sem fio e online

Por Renata Gomes *


Fabricado pela St. Jude Medical, o novo marcapasso sem fio envia informações do funcionamento do coração do paciente para o seu médico via Internet.

O aparelho já foi aprovado pelas autoridades de saúde dos EUA em julho deste ano, e já foi implantado em uma paciente americana de 61 anos, Carol Kasyjanski, que possui um problema cardíaco grave há duas décadas.

Quando detecta alguma anormalidade, o marcapasso envia todas as informações relevantes do monitoramento para um servidor, via Internet, e o sistema informa o médico do problema em tempo real. Ao menos uma comunicação diária é feita para o envio destas informações.

Em casos de urgência, este tipo de comunicação é mais eficiente do que o contato telefônico com o médico, pois as informações irão automaticamente para o profissional que acompanha o paciente, mesmo que este não consiga chamar por ajuda, em qualquer horário do dia ou da noite.

Além disto, o acompanhamento feito através dos exames de rotina pode ser realizado antes da consulta, por relatórios retirados das informações já enviadas, adiantando em até 90% o trabalho de análise do profissional da saúde.

Para Carol, a primeira paciente, o equipamento trouxe mais confiança, já que para o seu caso, uma paralisação no seu marcapasso só pode ser revertida com uma intervenção cirúrgica imediata.

Os médicos envolvidos acreditam que quando implantados em uma quantidade maior de pacientes, as chances de descobrir problemas com estes aparelhos e de distúrbios rítmicos perigosos podem ser avaliados como nunca foram.

Com esta tecnologia, poderão oferecer um melhor acompanhamento de seus pacientes, e acreditam também, que é possível que o novo marcapasso se torne o padrão utilizado pela área médica.

Fonte: PortoGente
Renata Gomes é analista de sistemas com MBA em Gestão de Tecnologia da Informação e professora de Tecnologia Internet.

sábado, agosto 08, 2009

Eleições para Associado-Representante




Inscrição de candidatos a Associado-Representante para cada uma das Associações Estaduais.
Data: 06 a 15/08 no site da AMIB: Processo eleitoral

quarta-feira, agosto 05, 2009

Site de transplante de órgãos - CREMESP

Cancer de Mama - seu clique vale uma mamografia


O Site do câncer de mama está com problemas, pois não tem o número de acessos e cliques necessários para alcançar a cota que lhes permite oferecer UMA mamografia gratuita diariamente a mulheres de baixa renda. Demora menos de um segundo, ir ao site e clicar na imagem cor-de-rosa que diz Campanha da Mamografia Digital Gratuita.

Não custa nada e é por meio do número diário de pessoas que clicam que os patrocinadores oferecem a mamografia em troca de publicidade.

Este gesto fará uma enorme diferença.

http://cancerdemama.com.br

terça-feira, agosto 04, 2009

Corticóide no choque sético - 100 anos de controvérsia

No último mês, a enquete do blog foi sobre a corticoterapia no choque séptico após a publicação do CORTICUS. A maioria das pessoas que responderam afirmam que só usam corticóides no choque refratário, seguido de casos selecionados de choque séptico. A partir desses resultados, é interessante tecer alguns comentários.

A controvérsia sobre o uso de corticosteróides na sepse data da década de 30, quando uma série de relatos clínicos e histológicos mostrou que a córtex adrenal era importante na resposta a uma série de insultos infecciosos e não-infecciosos. Em 1936, Seyle descreveu a reação de alarme como uma resposta inicial, não específica aos mecanismos de defesa do organismo, e que estava associada a um aumento da secreção da hipófise anterior e da córtex adrenal. Mais tarde, esse mesmo autor reconheceu que havia uma grande homogeneidade entre a resposta aguda e crônica ao estresse, propondo, então, a síndrome geral de adaptação. Dessa forma, Seyle argumentou que, com a continuação do estímulo nocivo, haveria uma exaustão do sistema endócrino, o que levaria as manifestações não-específicas da doença crônica.

Entre 1930 e 1950, vários estudos utilizando extratos de adrenais em pacientes com os mais diversos quadros infecciosos (sinusite, febre tifóide, pneumonia) foram publicados, com resultados encorajadores, mostrando redução do colapso circulatório e menor tempo de doença.
Com a descoberta da cortisona em 1940, o tratamento com ACTH/cortisona foi considerado “o avanço mais notável na área das doenças infecciosas”. Por essa época, entretanto, foi introduzida a produção em grande escala da penicilina, que transformou a história natural das doenças bacterianas e tornou obsoleto o uso de corticóides em pacientes sem infecções graves.
A partir dos anos 50, com o uso indiscriminado de cortisona para o tratamento dos quadros infecciosos , começaram a ser reconhecidas as principais complicações associadas ao seu uso, sendo que a principal delas se referia ao efeito imunossupressor da corticoterapia, temor esse que foi reforçado por experimentos em cobaias. Em 1957, duas revisões feitas baseadas nos estudos publicados até então concordaram que não havia evidência para o tratamento de infecções leves com corticóide e que os dados não eram conclusivos para o tratamento do choque com corticoterapia sem ser devido a meningococcemia ou insuficiência adrenal.

Nos anos 60, alguns estudos experimentais conduzidos por Melby contestaram o paradigma da insuficiência adrenal na sepse – eles mostraram que, em pacientes com choque séptico que não sobrevivem, os níveis séricos de cortisol eram mais elevados do que os que sobreviviam e não havia resposta ao ACTH. Na década de 60, também foram iniciados os estudos que mostraram o papel da inflamação no choque séptico. Neste contexto, o uso de doses “supra-fisiológicas” de corticóide passou a ser defendido para modular a resposta inflamatória.

A partir dos anos 70, estudos publicados por Motsay, Lillehei e Schumer utilizando corticosteróides na dose de 30 mg/kg de metilprednisolona ou 3mg/kg de dexametasona mostraram redução do tempo de choque e da mortalidade. Apesar de sujeito a várias críticas, esses estudos formaram a base da prática do uso de corticóides nos anos subseqüentes. Estes ensaios foram posteriormente contestados pelos trabalhos de Sprung, Bone e o Veterans Administration Trial, que não apenas não mostraram benefício como apresentaram aumento da mortalidade. Por conta desses trabalhos, o uso de corticosteróides voltou novamente a cair em desgraça.

No final dos anos 90, houve um novo interesse no uso dos corticosteróides em baixa dose (chamadas “fisiológicas”), principalmente no contexto de insuficiência adrenal. Dois estudos, de Briegel e Boullaert, foram promissores ao relatar maior reversão do choque e uma tendência em melhora da disfunção orgânica. Entretanto, ambos foram estudos pequenos, sem poder suficiente para detectar uma diferença na mortalidade.

O estudo de Annane, publicado em 2002, foi um estudo multicêntrico que mostrou diminuição de mortalidade com o uso de hidrocortisona em dose baixa associada a fludrocortisona nos pacientes caracterizados como portadores de insuficiência adrenal relativa. Este estudo promoveu a reabilitação da corticoterapia no choque séptico; entretanto, várias perguntas permaneceram sem resposta adequada: Qual a melhor definição de insuficiência adrenal relativa em pacientes com choque séptico? Qual o malefício associado ao uso de corticóide em pacientes sem insuficiência adrenal? Por quanto tempo deve ser feita a corticoterapia, qual é a melhor dose e qual o regime de descalonamento? Por conta de tantas dúvidas, programou-se o estudo CORTICUS, um grande ensaio multicêntrico, randomizado, que seria definitivo para esclarecer os grandes enigmas da corticoterapia.

Infelizmente, o CORTICUS foi interrompido por baixo recrutamento de pacientes. Várias questões como, por exemplo, a diferença da definição de choque séptico entre o mesmo e o estudo do Annane, fazem com que o CORTICUS ainda não seja o ensaio que veio nos ajudar a responder todas as questões do corticóide no paciente séptico. Entretanto, outro estudo multicêntrico, desta vez de resultado negativo, mais uma vez desviou a balança contra a corticoterapia. Entre tantas idas e vindas, ainda precisamos aprender a estratificar melhor os pacientes e aprender qual o subgrupo que mais se beneficiaria da imunomodulação oferecida pelos corticóides.


Publicado por: Cássia Righy

Etomidato X Ketamina na intubação rápida do paciente séptico

O etomidato é um agente hipinótico não barbitúrico utilizado para indução anestésica. Tem um início de ação rápido e meia vida curta. Sua principal vantagem é não causar hipotensão, além de ter efeitos de proteção cerebral no caso de intubação de pacientes com hipertensão intracraniana. Ele, entretanto, não é analgésico e não atenua a resposta pressórica associada à intubação. Seu uso em conjunto com o fentanil e a succinilcolina se difundiu para intubação de pacientes em sequência rápida. Alternativas ao seu uso são o midazolam, o propofol, a quetamina e o tiopental. Uma boa revisão sobre a intubação em sequência rápida foi publicada em 2005 no Chest. O receio de administrar o etomidato em pacientes sépticos advém do fato do etomidato inibir temporariamente a produção adrenal de cortisol através da supressão da 11beta-hidroxilase. Apesar disso, até o momento não se sabe se esse efeito colateral causa aumento da morbi-mortalidade.

Mes passado foi publicado no Lancet o trabalho “Etomidate versus ketamine for rapid sequence intubation in acutely ill patients: a multicentre randomised controlled trial”. É um estudo prospectivo, randomizado, controlado, cego (médico intensivista), realizado na França entre abril de 2007 e fevereiro de 2008. Foram incluídos pacientes acima de 18 anos de idade que necessitavam de intubação orotraqueal de emergência. Os critérios de exclusão eram: parada cardio-respiratória, contra-indicação ao uso de succinilcolina, quetamina ou etomidato e gravidez. Também foram excluídos pacientes que faleceram antes da chegada ao hospital e aqueles que permaneceram menos de 3 dias na UTI. Os pacientes foram randomizados para receberem etomidato (bolus IV de 0,3mg/kg) ou quetamina (bolus IV de 2 mg/kg). O médico emergencista estava ciente da droga a ser administrada, mas ele não participava do manejo desses doentes após a transferência para as UTIs. O desfecho primário foi o SOFA score máximo nos primeiros três dias de internação na UTI. Escolheu-se esse desfecho pois a insuficiência adrenal secundária ao etomidato tem duração máxima de 48 horas. Os desfechos secundários foram a variação do SOFA score (score máximo menos o basal), mortalidade em 28 dias, dias livres da UTI e dias livres de suporte de sistemas orgânicos (ventilação mecânica e vasopressores) durante os 28 dias de acompanhamento. Como havia interesse especial nos pacientes traumatizados e sépticos, a amostra foi calculada para que o estudo tivesse poder estatístico suficiente para analisar esses subgrupos. Insuficiência adrenal foi definida como um cortisol sérico menor que 275nmol/L ou uma diferença em relação ao basal de menos de 250 nmol/L em 30 e 60 minutos após a administração de adrenocorticotropina.

Foram incluídos na análise final 469 pacientes. Não houve diferença entre os grupos em relação às características basais. O principal motivo para a intubação orotraqueal foi coma. Haviam 104 pacientes com trauma (22%) e 76 com sepse (16%). O SOFA score máximo não diferiu entre os grupos, bem como todos os outros desfechos secundários. A função adrenal foi testada em 232 pacientes. A porcentagem de pacientes com insuficiência adrenal foi maior no grupo do etomidato em relação ao grupo da quetamina (OR 6,7; IC 3,5-12,7). Não houve também diferença significativa de mortalidade entre os pacientes respondedores e não-respondedores ao teste da adrenocorticotropina. Os subgrupos de pacientes sépticos ou traumatizados também não apresentaram diferenças no SOFA score máximo ou na mortalidade.

Esse estudo mostrou que o etomidato não foi associado à um aumento da morbi-mortalidade quando comparado à quetamina para intubação em sequência rápida em pacientes críticos. Entretanto, o número de pacientes sépticos foi pequeno, não permitindo uma conclusão definitiva sobre esse subgrupo. Apesar de o etomidato sabidamente causar supressão adrenal, a relevância clínica desse efeito colateral ainda é questionada. Não se sabe até mesmo se a insuficiência adrenal, que está associada à um aumento da mortalidade em pacientes críticos, é apenas um marcador de gravidade ou se tem efeito direto na morte desses doentes. De qualquer forma, o uso da quetamina como alternativa ao etomidato em pacientes sépticos parece seguro.


Fonte: Duplocego.com

sábado, agosto 01, 2009

Lembrete



AMIB em ritmo de eleições.
Votos serão colhidos somente pelo site da AMIB.
Atualize seu login e senha para poder votar.




Visite o site da AMIB para maiores detalhes - Processo Eleitoral - AMIB


sexta-feira, julho 31, 2009

Processo Eleitoral - AMIB

A Comissão Eleitoral (CEL) da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) informou o resultado final da 1º FASE do processo eleitoral para a Diretoria Executiva - Biênio 2010/2011. Foram inscritos e homologados dois candidatos, o Dr. Afonso José Celente Soares (RJ) e o Dr. Ederlon Alves de Carvalho Rezende (SP).

A 2ª FASE do processo eleitoral ocorrerá entre os dias 6 a 15 de agosto, quando os dois candidatos deverão entregar a composição completa de sua chapa à CEL. Entre os dias 16 e 19 do mesmo mês, acontecerá a análise e homologação das chapas, e no dia seguinte, 20 de agosto, a divulgação aos associados. As chapas deverão ser compostas por Diretor Presidente, Diretor Vice-Presidente, Diretor Secretário Geral, Diretor Tesoureiro e Diretor Executivo do Fundo AMIB.

Maiores informações: http://www.amib.org.br/noticias.asp?cod_site=0&id_noticia=266&keyword=Processo_Eleitoral_2009

Programa Jurídico para Médicos Intensivistas - AMIB

A Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) firmou parceria com a Eugênio de Lima e Pitella Advogados (ELP), consultoria jurídica e de negócios especializada na área de saúde, para o oferecimento aos associados da entidade do Programa Jurídico para Médicos Intensivistas. O acordo foi conduzido pelo Dr. José Mário Teles, presidente da Comissão de Defesa do Exercício Profissional, e oficializado esta semana pelo Dr. Álvaro Réa-Neto, presidente da AMIB.

O Programa Jurídico para Médicos Intensivistas prevê a orientação especializada aos médicos que queiram preventivamente instalar soluções de gestão de riscos jurídicos e operacionais, acreditação e esclarecimentos sobre ações indenizatórias. A parceria também oferece aos médicos associados pré-consulta jurídica sem custo, e, para aqueles que possuem pessoa jurídica constituída será fornecido serviço de "análise crítica do contrato social", com o objetivo de constatar eventuais pontos de vulnerabilidade patrimonial, fiscal e societária, sem ônus. Além de oferecer desconto de 25% para qualquer outra contratação de serviços.

Fonte: Defesa Profissional - AMIB

Reunião

Entre a Camara Técnica de Terapia Intensiva do CREMERO, a SOTIRO e os Chefes das UTIs do Estado.
Data: 21 de agosto de 2009
Horário: às 9:30 min
Local: Sala de Reunião do CREMERO

Prestadores de serviços, ANS e ANVISA terão nomenclatura única para medicamentos, próteses e órteses

As terminologias usadas para solicitação de próteses, órteses e medicamentos vão passar por um processo de unificação na saúde suplementar. A decisão foi tomada durante a reunião do grupo de Órtese e Prótese da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), realizada na última quinta-feira (23/07), na sede da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), em Brasília.

A ideia é que hospitais, laboratórios, operadoras de saúde, ANVISA e ANS usem uma nomenclatura única para medicamentos, próteses e órteses, assim como os procedimentos médicos são catalogados pela Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). Atualmente, as operadoras de saúde têm terminologias diferenciadas para o mesmo medicamento, o que dificulta e confunde os hospitais na hora de dar prosseguimento aos pedidos médicos.

“Há um consenso hoje de que não dá mais para continuar assim. Às vezes, você está falando sobre o mesmo produto com terminologias diferentes. Hoje, isso está um caos em nível de saúde suplementar”, apontou o secretário de Saúde Suplementar da Federação Nacional dos Médicos (FENAM), Márcio da Costa Bichara, que participou da reunião.

O dirigente explica que não é uma tarefa fácil, uma vez que atualmente são mais de 22 mil registros de medicamentos e que muitas vezes uma prótese que possui as mesmas funções tem mais de cinco registros diferentes, pois são de fabricantes diferentes. Nesses casos, as fábricas vão ter de adotar também a mesma nomenclatura adotada pela ANVISA. Para Márcio Bichara, esse procedimento vai facilitar o trabalho do médico.

“Hoje, o médico não tem tempo de ficar estudando o nome da prótese que ele quer. Com uma nomenclatura única, ele vai entrar no sistema e ver o que quer. Vai facilitar muito para o médico que ainda vai ter a certeza de que o hospital entenderá o seu pedido’, ressaltou.

As propostas elaboradas na reunião vão ser encaminhadas para o Comitê de Padronização das Informações em Saúde Suplementar – (COPISS), da ANS, que vai analisar todos esses procedimentos e fazer uma proposta de integração das nomenclaturas.

Fonte: Taciana Giesel - FENAM

Nova Ortografia Médica


TERMOS MÉDICOS E AS NOVAS REGRAS ORTOGRÁFICAS / MEDICAL TERMS AND THE NEW RULES ON PORTUGUESE LANGUAGE SPELLING

Em 30 de setembro de 2008 entrou em vigor o Decreto 6.583/08, assinado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, promulgando o Acordo Ortográfico estabelecido entre os países de língua portuguesa (Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe).

O Acordo só produziu efeitos a partir de 1º de janeiro de 2009, havendo um período de transição entre 1º de janeiro de 2009 e 31 de dezembro de 2012.

AS NOVAS REGRAS E EXEMPLOS DE TERMOS MÉDICOS:

1- Ditongos abertos ("ei, oi") não são mais acentuados em palavras paroxítonas: cefaleia, diarreia, otorreia, paranoico, paranoia.

2- O hiato "oo" não é mais acentuado: enjoo.

3- Não existe mais o trema em língua portuguesa: apenas em casos de nomes próprios e seus derivados, por exemplo: Müller, mülleriano.

4- O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por "r" ou "s", sendo que essas devem ser dobradas: antissepsia, antisséptico, antirrugas, extrassístole, ultrassonografia, suprarrenal.

5- O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal: autoanticorpo, autoinfecção, autointoxicação, contraindicação, intraocular, intrauterino, , supraocular. ATENÇÃO: Exceto quando a palavra seguinte iniciar por "h": auto-hemoterapia, anti-higiênico.

6- Utiliza-se hífen quando a palavra é formada por um prefixo (ou falso prefixo) terminado em vogal + palavra iniciada pela mesma vogal; ou prefixo terminado em consoante + palavra iniciada pela mesma consoante: anti-inflamatório, extra-articular, intra-articular, micro-organismo, hiper-reflexia.

7- O uso do hífen permanece em palavras compostas que não contêm elemento de ligação e constiui unidade sintagmática e semântica, mantendo o acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: médico-cirurgião, conta-gotas, anátomo-patológico

8- O uso do hífen permanece em palavras formadas por prefixos "circum" e "pan" + palavras iniciadas em vogal, "m" ou "n": pan-oftalmia, pan-osteíte, pan-mielopatia.

9- O uso do hífen permanece em palavras formadas com prefixos "pré", "pró" e "pós" + palavras que tem significado próprio: pré-anestésico, pré-clínico, pré-coma, pré-crítico, pré-diabetes, pré-eclâmpsia, pré-frontal, pré-ganglionar, pré-hipófise, pré-ictal, pré-medicação, pré-menstrual, pré-natal, pré-operatório, pré-pilórico, pré-senil, pós-graduação, pós-operatório, pós-parto, pós-prandial. ATENÇÃO: precórdio, precordial, precordialgia.

10- O uso do hífen permanece em palavras formadas pelas palavras "além", "aquém", "recém", "sem": recém-nascido, recém-admitido.

Alguns exemplos:

ANTI-INFLAMATÓRIO
ANTISSÉPTICO
AUTOANTICORPO
AUTOINTOXICAÇÃO
CEFALEIA
CONTRAINDICAÇÃO
DIARREIA
EXTRA-ARTICULAR
HIPER-REFLEXIA
MICRO-ORGANISMO
PARANOIA
PRÉ-ANESTÉSICO
PÓS-GRADUAÇÃO
SUPRARRENAL
ULTRASSONOGRAFIA

Fonte: Blog História da Medicina by Dr. Elvio Armando Tuoto

quarta-feira, julho 29, 2009

Orgulho de ser Intensivista

Estamos envolvidos em uma campanha de valorização do intensivista, cujo o slogan é "Orgulho de Ser Intensivista", com o apoio da AMB e uma iniciativa da AMIB. A primeira etapa desta campanha terá 100 dias e será dedicada ao publico leigo e aos nossos colegas de outras especialidades. Em uma outra etapa, entre outras ações, estaremos focando os planos de saúde, com o apoio da ANS. A campanha contará com a participação das sociedades regionais de terapia intensiva para identificação dos hospitais que receberão o material promocional, mas contamos também com todos vocês.

Leia: Veja Online

Lembrete

IMPORTANTE
Dia 31 de julho - sexta-feira
Último dia para inscrição da prova de Título da AMIB
Coloque na sua agenda.

domingo, julho 26, 2009

Campanha Orgulho de ser Intensivista

A Campanha, que tem também com um dos objetivos mobilizar a população sobre a importância do médico intensivista dentro de uma UTI e de seus benefícios. "É preciso desmistificar a ideia de que os pacientes vão para a UTI para morrer e o medo da internação. É extremamente importante que os pacientes, os familiares e a população em geral saibam que dentro UTI há intensivistas qualificados para tratá-los nesse momento tão difícil, que estão ali para cuidar deles da melhor maneira possível e têm o conhecimento e as ferramentas para fazer isso", diz presidente da Comissão de Defesa do Exercício Profissional da AMIB.

"Desenvolvemos uma estratégia baseada em quatro pontos fundamentais: ampliar a formação por meio da residência médica em Medicina Intensiva oferecendo, além do programa de quatro anos (dois anos de pré-requisito e dois anos na especialidade), um programa de três anos com entrada direta; uma remuneração extra para os residentes de Medicina Intensiva; um financiamento para a reestruturação das UTIs, que hoje são campos de formação, mas estão com seus recursos materiais aquém dos necessários para uma boa formação; e uma remuneração para o diarista intensivista dos hospitais públicos, acoplados com um plano de cargos e carreira. Assim, aumentaremos a oferta de profissionais qualificados no mercado, especialmente em regiões mais carentes, oferecendo uma forma digna de fixação desse profissional como médico na especialidade", explica o dr. Álvaro Réa-Neto.

Regulamento Técnico para funcionamento das UTIS

Durante os dias 20 e 21 de julho, estiveram reunidos em Brasília, representantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), da Gerência da Organização de Tecnologia em Serviços de Saúde (GOTSS), Ministério da Saúde (MS), Agência Nacional de Saúde (ANS) e da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB), para avaliação final da minuta sobre o Regulamento Técnico para Funcionamento das UTIs, para posterior publicação no diário oficial. A AMIB foi representada pelo Dr. José Mário Teles, Presidente da Comissão de Defesa do Exercício Profissional, e a Enf. Débora Feijó Vieira, vice-presidente do Departamento de Enfermagem.

A AMIB entende que a portaria vigente - 3432/98 - é um documento ultrapassado e que não atende as necessidades atuais para os cuidados dos pacientes criticamente enfermos, e que ao longo desses 11 anos, tudo que se discutiu sobre atualização do regulamento do funcionamento das UTIs não foi publicado, porque esbarrou em questões políticas, que não atendiam aos interesses dos profissionais e pacientes de Terapia Intensiva. Durante a reunião, a ANVISA demonstrou total interesse em promover esta reunião e escrever um documento fiel e imparcial, baseado em evidências e melhores práticas, reconhecendo que este regulamento deva servir de referência para normatizar o funcionamento das UTI, públicas e privadas, em todo território nacional.

Segundo o Dr. Teles, o documento discutido ficou bastante abrangente, conseguindo abordar todos os aspectos do funcionamento de uma UTI, inclusive alguns pontos que causaram maiores discussões, como os que tratam sobre o aumento de recursos humanos e da aquisição de mais recursos materiais, que causariam maiores impactos econômicos para os governos e hospitais particulares. "O objetivo da equipe técnica foi demonstrar, baseadas em evidências científicas, que as modificações são necessárias para o funcionamento adequado de uma UTI, não sendo mais admitido, por exemplo, que apenas uma enfermeira seja responsável por 10 pacientes ou que não existam fisioterapeutas de plantão por 24h, como na portaria anterior", complementa.

Após o Fórum de Defesa do Exercício Profissional, realizado em abril, em São Paulo, foram publicadas, no site da AMIB, as recomendações da Associação para funcionamento das UTIs, que estarão de acordo com a publicação na forma de RDC da ANVISA.

"Nós esperamos realmente que sejam encontrados formas para viabilizar economicamente este documento, porque nossos pacientes graves e intensivistas, - médicos, enfermeiras, fisioterapeutas - não podemos esperar mais 11 anos por um documento que regulamente o adequado funcionamento das UTIs. Que seja feito isso e que se confirme nossa constituição: "Saúde é dever do Estado", conclui o presidente da Comissão.