UTI - Cuidado humanizado do paciente crítico.

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sábado, junho 29, 2013

Sepses X Inflamação

A resposta imune quando localizada apresenta vantagens ao organismo e envolve a eliminação da infecção acompanhada de reparo tissular. Na presença de inflamação sistêmica, porém, a reação inflamatória à injúria tissular é capaz de ativar o sistema da coagulação, inibir anticoagulantes endógenos e atenuar a resposta fibrinolítica.

Na sepse, os mecanismos antinflamatórios sistemicos ativados resultam em lesão microcirculatória difusa caracterizada por alterações endoteliais que induzem ao aumento da permeabilidade capilar, trombose, deformabilidade das hemácias e agregação de leucócitos diminuindo o fluxo sanguíneo e resultando em hipóxia tecidual que determina a disfunção celular e se traduz por disfunção orgânica.

Azecedo MRA, Converso APG – Inflamação, Coagulação e Sepse. NewsLab, ed.77, p. 156-160. 2006

Knobel E, Janot de Matos GE et al. Sepse – Inflamação e Coagulação. Critical Care Medicine, n. 4, p. 1-2. 2000

Esmon CT, Fukodome K, Mather T et al. Inflamation, sepsis and coagulation. Haematologica, n. 84, p. 254-259. 1999

sábado, junho 30, 2012

Processo inflamatório – Resumo II

A sepse constitui uma resposta inflamatória sistêmica à infecção associada à disfunção aguda de diversos órgãos. Na presença de infecção sistêmica a resposta imune é acompanhada de lesão endotelial e dano tissular difuso podendo levar ao choque séptico e letal. A via extrínseca da coagulação através do fator tissular constitui o principal gerador de trombina cuja expressão é ativada na presença de macrófagos/monócitos e células endoteliais expostas a mediadores inflamatórios como endotoxinas, proteína C reativa, IL-1 e IL-6. Durante a inflamação, a participação das citocinas, células fagocitárias e das proteínas de fase aguda vem promover direta ou indiretamente a ativação da coagulação.

Substâncias envolvidas na inflamação/coagulação da sepse:

Interleucina IL-1β

Fator de necrose tumoral alfa (TNF-α)

Fator nuclear de transcrição Kappa B (NFκB)

Proteína inibidora (IκB)

IL-6, IL-8, bradicinina, leucotrienos, óxido nítrico e prostaglandinas

Trombomodulina

Proteína C

Elastase

Antitrombina III

Proteína C reativa (PCR)

Fator tissular da coagulação (via extrínseca da coagulação)

Complemento

Alfa-1 antitripsina

Trombina

Ativador do plasminogênio (PAI-1)

 

Flavia Fernandes

Processo inflamatório – Resumo I

Frente a qualquer estímulo traumático, seja ele de origem física ou química, a lesão tecidual faz com que haja a ativação das Fosfolipases A2 (PLA2s), enzimas que realizam a clivagem de fosfolipídios da membrana celular em ácidos graxos e lisofosfolipídios, numa reação dependente de cálcio, com a formação de várias substâncias do processo inflamatório inclusive o Ácido aracdônico. O Ácido aracdônico reage com 2 enzimas: a Lipoxigenase e a Cicloxigenase 2 (COX2). A reação com a Lipoxigenase leva à produção de Leucotrienos, substâncias ligadas à inflamação e aos processos alérgicos. A reação do Ácido aracdônico com a Cicloxigenase 2 (COX2) resulta na produção de substâncias álgicas ligadas ao processo inflamatório. Livre e circulante no sangue encontramos a Cicloxigenase 1 (COX1), substância orgânica responsável na formação de substâncias fisiológicas protetoras, principalmente gástrica e renal.

processo inflamatorio

Flavia Fernandes