UTI - Cuidado humanizado do paciente crítico.
terça-feira, novembro 02, 2010
Antibióticos - venda sob prescrição médica
A nova norma definiu também:
- As embalagens e bulas deverão incluir a seguinte frase: "“VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA”
- As receitas valem por 10 dias
- Todas as prescrições deverão ser registradas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).
ATENÇÃO! A prescrição de antibióticos em receita de controle especial em duas vias se torna OBRIGATÓRIA a partir de 28 de novembro de 2010.
quarta-feira, outubro 27, 2010
Mobilização Nacional pela Valorização da Profissão Médica

Com o objetivo de sensibilizar gestores públicos, parlamentares e a sociedade civil,a Federação Nacional dos Médicos, Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina, organizaram na terça-feira (26) a Mobilização Nacional pela Valorização da Profissão Médica e a Assistência à Saúde, que levou médicos de todas as regiões do país às ruas de Brasília, para reivindicar por melhores condições de trabalho, mais financiamento para o setor Saúde e assistência de qualidade à população. A ação faz parte das comemorações do dia do médico, celebrado no dia 18 de outubro.
Reunidos em frente ao Ministério da Saúde, vestidos de branco, centenas de médicos manifestaram suas preocupações frente aos inúmeros problemas que a Saúde vem enfrentando. Depois, caminharam até o Congresso Nacional e em coro diziam: “O médico vai lutar e a Saúde vai mudar!” e “Médicos na rua, a luta continua!”
Durante o ato, um documento com as principais reivindicações do setor, foi entregue ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e às lideranças partidárias. Entre elas a imediata regulamentação da Emenda 29, que fixa os percentuais de gastos com Saúde, mais condições de trabalho e remuneração adequada.
“Este movimento representa que os médicos estão dando um recado à população brasileira e especialmente aos governos. Representa que os médicos têm muito o quê contribuir para uma política de saúde que seja consistente e que tenha poder de solução de problemas, além disso, representa uma manifestação de vontade e de coragem dos médicos,” destacou o presidente da Federação Nacional dos Médicos, Cid Carvalhaes.
“Hoje os médicos estão saindo às ruas para serem ouvidos de dois lados. Um deles, para convocar a sociedade para uma aliança, em defesa de uma assistência de qualidade neste país, que seja capaz de respeitar a dignidade de cada cidadão e de outro lado, estamos gritando aos gestores para que eles possam ouvir o clamor que existe dentro da nossa sociedade para a que a vida venha a ser respeitada e respeitada em abundância”, completou o vice-presidente da entidade, Eduardo Santana.
Fonte: Taciana Giesel - FENAMsegunda-feira, outubro 18, 2010
quarta-feira, outubro 06, 2010
Sindrome de Burnout
Publicado em 03.10.2010 Pesquisa mostra que 30% dos médicos estão deprimidos.
Jornada excessiva e outras dificuldades levam ao problema, comum também aos
educadores
Veronica Almeida
Exaustão antes mesmo de iniciar o dia de trabalho. Angústia, ansiedade,
desânimo, isolamento e indiferença com os colegas. Esses sintomas clássicos da
síndrome de burnout foram identificados em pelo menos um terço dos médicos do
Hospital Estadual Jaboatão Prazeres, na Zona Oeste do Grande Recife. A pesquisa,
realizada no ano passado e divulgada agora, mostrou maior frequência dos sinais
da síndrome em plantonistas da emergência. Nesse setor, o índice de prováveis
portadores foi de 26%, contra 8% dos que atuam em ambulatório. A maior parte do
grupo é formada por mulheres.
“O problema é identificado entre médicos, mas atinge também enfermeiros e outros
profissionais de saúde”, diz o cirurgião-dentista Waldemir Borba, diretor do
Hospital Jaboatão Prazeres e autor da pesquisa, feita durante pós-graduação em
gestão de saúde pública, pela Universidade de Pernambuco. Para ele, os médicos e
outros trabalhadores da área estão sendo consumidos pelo estresse da função, a
longa jornada em múltiplos empregos e a difícil relação no ambiente de trabalho.
A amostra ouvida por Borba foi composta por 40 médicos, de 27 a 61 anos de
idade. Desse total, 60% atuam na emergência e 40% nas consultas marcadas. Dos
entrevistados, 68% eram do sexo feminino. Os plantonistas referiram sobretudo
sinais típicos da chamada exaustão emocional, como o cansaço e o esgotamento, o
traço inicial do transtorno. “Decorre principalmente da sobrecarga e do conflito
pessoal nas relações interpessoais”, explica Borba. Outros sinais identificados
têm a ver com a despersonalização, que se manifesta na insensibilidade
emocional. “A pessoa geralmente discute, vive de cara amarrada, trata colegas e
o público como objeto e se isola”, explica o pesquisador. O quadro evolui para a
perda de autoestima. “Ela não se sente vital no trabalho”, acrescenta.
Embora as leis trabalhistas já contemplem o mal como síndrome do esgotamento
profissional, não é fácil assumir a condição de portador. Há insegurança na hora
de pedir ajuda, por temer a exposição e a incompreensão com o estado. No caso
dos médicos, há outro agravante. “Mesmo sofrendo física e emocionalmente, eles
não procuram ajuda e tendem a se automedicar. Existe uma subnotificação dos
casos”, diz Waldemir Borba. Ele lembra que a doença psiquiátrica tem prevalência
maior entre médicos se comparado com a população geral.
ESTRUTURA
Para o pediatra intensivista Sílvio Rodrigues, presidente do Sindicato dos
Médicos de Pernambuco, a estrutura atual dos serviços e as relações de trabalho
no setor público e privado ajudam o profissional a sofrer de burnout. “No setor
público há uma sobrecarga de trabalho e limitações para exercício da profissão.
O médico vê pacientes morrerem sem condições de oferecer o ideal para eles, nos
ambulatórios encaminha a pessoa para exame e não tem retorno. No setor privado,
a autonomia é quebrada por terceiros, como os donos dos hospitais e planos de
saúde”, enumera.
Com 42 anos de idade e 17 de profissão, grande parte no setor público, Rodrigues
confessa que já sentiu o estresse de perto. Teve tempo em que entrava de plantão
no sábado e só chegava em casa na segunda-feira. “A gente se sente exausto,
ansioso, discute frequentemente”, descreve. Com os colegas, segundo ele, há
situação pior. “Vejo gente com enxaqueca ou taquicardia na véspera de assumir o
plantão, é uma ansiedade pré-trabalho”, afirma. Conforme Rodrigues, há
trabalhador tão exausto emocionalmente que às vezes não sabe sequer onde se
encontra.
Para ele, a prevenção da síndrome passa por uma carreira que garantisse ao
médico um único emprego no setor público, com boa remuneração. “Ele poderia
trabalhar de manhã e de tarde evoluindo pacientes nas enfermarias ou dando no
máximo dois plantões de 24 horas por semana”, sugere.
domingo, setembro 26, 2010
Benchmark - Certificação de serviços
O pareamento de indicadores entre as diferentes instituições forma um painel que retrata e situa cada unidade no universo das insituições reunidas, o que chamamos "benchmark". Obviamente a comparação dos indicadores deve levar em conta uma série de elementos para a interpretação mais justa. Mas de qualquer modo, um bom resultado é sempre um bom resultado a ser mostrado.
No link a seguir exemplifico o que digo. Trata-se de um artigo de um periódico de economia Latino-americano que lança em painel diferentes instiuições. A metodologia é própria e passível de crítica, mas toda a documentação serve de antepasto para o que há de vir em termos de prestação de serviços em saúde.
http://rankings.americaeconomia.com/clinicas_2009/las_20_mejores_clinicas_y_hospitales_de_america_latina.php
Fonte: Haroldo Falcão (Apontamentos em Terapia Intensiva)


