A partir de 24 de agosto 2010 entram em vigor a RDC 7 da ANVISA que dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e a Instrução Normativa nº 04 que dispõe sobre os indicadores para avaliação de Unidades de Terapia Intensiva.
Estas normativas determinam que as UTIs brasileiras devem monitorar sua performance e indicadores de qualidade de forma contínua. Quais os indicadores de performance e qualidade exigidos pela nova RDC 7 da ANVISA?
Indicadores exigidos pela RDC 7 da ANVISA:
- Taxa de mortalidade geral.
- Escores de gravidade de doença (SAPS 3*, SAPS II e APACHE II) e respectivas taxas de letalidade padronizadas.
- Reinternações (<24h).
- Tempo de permanência na Unidade de Terapia Intensiva.
- Prevenção e controle de infecções relacionadas à assistência à saúde.
- Densidade de incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM).
- Densidade de incidência de infecção de trato urinário associada à catéter.
- Densidade de incidência de infecção de corrente sanguínea associada à catéter.
- Sistema de classificação de necessidades de cuidados de enfermagem: índice de carga de trabalho de enfermagem necessários para o cuidado.
- Sistema de monitoração de eventos adversos, farmacovigilância e hemovigilância.
* O escore SAPS 3 é o atualmente recomendado pela AMIB para esta finalidade
Benefícios do Sistema Epimed Monitor®
* Monitoração de todos indicadores necessários para a RDC 7 (ANVISA 2010)
* Monitoração de performance e indicadores recomendados pela AMIB e pela Joint Comission
* Autonomia na gestão das suas informações
* Facilidade de uso e acessibilidade
* Segurança e confidencialidade dos dados
* Diversos relatórios que podem ser gerados pelo usuário
* Monitoramento da performance da sua UTI através de medidas ajustadas
* Benchmarking online com mais de 140 UTIs brasileiras
Saiba mais sobre o Epimed Monitor e a RDC 7 da ANVISA em:
http://www.epimedsolutions.com
UTI - Cuidado humanizado do paciente crítico.
terça-feira, agosto 10, 2010
Em relação aos Centros Formadores e Residência Médica em MI
O Programa de Especialização em Medicina Intensiva - AMIB - tornou-se um pouco mais flexível a partir deste ano, quando foi permitido aos Centros Formadores a opção do Programa com tempo de duração de três anos (sem pré-requisitos) ou dois anos (c/ pré- requisito de Clínica Médica, Cirurgia Geral ou Anestesiologia). No primeiro instante, parece que nos Centros que optaram pelos três anos de FORMAÇÃO houve maior procura e preenchimento das vagas. Em contra-partida, os Centros Formadores de Hospitais Universitários optaram na sua grande maioria pelo Programa de dois anos, ou seja, com exigência do pré-requisito e contaram com a procura dos seus residentes em Clínica Médica, Cirurgia Geral e Anestesiologia para o preenchimento das vagas em Medicina Intensiva.
Mais uma vez, de parabéns a AMIB pela forma coerente e profissional que vem adotando nas visitas para credenciamento dos novos Centros Formadores.
Mais uma vez, de parabéns a AMIB pela forma coerente e profissional que vem adotando nas visitas para credenciamento dos novos Centros Formadores.
segunda-feira, julho 19, 2010
Fernando Pessoa
"Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?"
Brasil é o terceiro pior lugar para morrer
CLÁUDIA COLLUCCI - SÃO PAULO
HÉLIO SCHWARTSMAN - ARTICULISTA DA FOLHA
Estudo inédito que compara os cuidados com pacientes terminais em diversos países coloca o Brasil entre os piores lugares para morrer.
Entre as 40 nações analisadas, o Brasil só não é pior do que Índia e Uganda, de acordo com o trabalho, feito pela unidade de inteligência da revista "The Economist".
Cada país recebeu sua pontuação no recém-criado índice de qualidade de morte. A nota é composta por indicadores qualitativos e quantitativos, normalizados e traduzidos em números.
Dispostos em quatro categorias, os indicadores incluem desde macrodados -como expectativa de vida e porcentagem do PIB destinada à saúde- até fatores como a facilidade em se obter analgésicos e se os estudantes de medicina são treinados em cuidados paliativos.
Cuidados paliativos ou de fim de vida são as medidas tomadas quando já não é possível curar ou estender a vida do paciente. As prioridades passam a ser o controle da dor e o conforto físico e psicológico do doente e de seus familiares.
Mesmo países com bons sistemas públicos de saúde, como Dinamarca, Finlândia e Coreia do Sul, receberam pontuações baixas.
As razões para a má performance incluem desde elementos culturais, como a dificuldade de lidar com a morte, até a ausência de uma política nacional sobre o tema.
FORMAÇÃO
Para o professor de bioética da USP Reinaldo Ayer de Oliveira, os médicos não estão preparados para tratar o doente incurável. "Esses pacientes são levados até a morte com muitas dúvidas e dificuldades", diz ele.
Lacunas na formação acadêmica são apontadas como uma das razões do despreparo. A disciplina de cuidados paliativos não é obrigatória nas faculdades de medicina-a especialidade ainda nem é reconhecida pela Associação Médica Brasileira.
"Enquanto você tem o doente com perspectiva de cura, as coisas vão bem. Na hora que se inverte isso, não temos preparo. Não sabemos qual o ponto de "viragem" [quando não há mais cura] ou qual o tipo de medicamento ou de procedimento que deve ser continuado", diz Oliveira, que também coordena a área bioética no Cremesp (Conselho Regional de Medicina).
Embora o novo Código de Ética Médica determine que os médicos não devem adotar procedimentos que pareçam desnecessários no fim da vida, na prática há muito tratamento equivocado.
A avaliação é da oncologista Dalva Yukie Matsumoto, uma das diretoras da Academia Nacional de Cuidados Paliativos. "Há muitos doentes em situação de quase morte internados em UTIs, entubados."
O médico Leonardo Consolim, do grupo de cuidados paliativos do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), defende que se criem unidades especializadas para tratar paciente terminais nos moldes do Programa Saúde da Família -no qual as pessoas são acompanhadas por equipes multidisciplinares em suas casas.
Fonte: Folha.com
HÉLIO SCHWARTSMAN - ARTICULISTA DA FOLHA
Estudo inédito que compara os cuidados com pacientes terminais em diversos países coloca o Brasil entre os piores lugares para morrer.
Entre as 40 nações analisadas, o Brasil só não é pior do que Índia e Uganda, de acordo com o trabalho, feito pela unidade de inteligência da revista "The Economist".
Cada país recebeu sua pontuação no recém-criado índice de qualidade de morte. A nota é composta por indicadores qualitativos e quantitativos, normalizados e traduzidos em números.
Dispostos em quatro categorias, os indicadores incluem desde macrodados -como expectativa de vida e porcentagem do PIB destinada à saúde- até fatores como a facilidade em se obter analgésicos e se os estudantes de medicina são treinados em cuidados paliativos.
Cuidados paliativos ou de fim de vida são as medidas tomadas quando já não é possível curar ou estender a vida do paciente. As prioridades passam a ser o controle da dor e o conforto físico e psicológico do doente e de seus familiares.
Mesmo países com bons sistemas públicos de saúde, como Dinamarca, Finlândia e Coreia do Sul, receberam pontuações baixas.
As razões para a má performance incluem desde elementos culturais, como a dificuldade de lidar com a morte, até a ausência de uma política nacional sobre o tema.
FORMAÇÃO
Para o professor de bioética da USP Reinaldo Ayer de Oliveira, os médicos não estão preparados para tratar o doente incurável. "Esses pacientes são levados até a morte com muitas dúvidas e dificuldades", diz ele.
Lacunas na formação acadêmica são apontadas como uma das razões do despreparo. A disciplina de cuidados paliativos não é obrigatória nas faculdades de medicina-a especialidade ainda nem é reconhecida pela Associação Médica Brasileira.
"Enquanto você tem o doente com perspectiva de cura, as coisas vão bem. Na hora que se inverte isso, não temos preparo. Não sabemos qual o ponto de "viragem" [quando não há mais cura] ou qual o tipo de medicamento ou de procedimento que deve ser continuado", diz Oliveira, que também coordena a área bioética no Cremesp (Conselho Regional de Medicina).
Embora o novo Código de Ética Médica determine que os médicos não devem adotar procedimentos que pareçam desnecessários no fim da vida, na prática há muito tratamento equivocado.
A avaliação é da oncologista Dalva Yukie Matsumoto, uma das diretoras da Academia Nacional de Cuidados Paliativos. "Há muitos doentes em situação de quase morte internados em UTIs, entubados."
O médico Leonardo Consolim, do grupo de cuidados paliativos do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), defende que se criem unidades especializadas para tratar paciente terminais nos moldes do Programa Saúde da Família -no qual as pessoas são acompanhadas por equipes multidisciplinares em suas casas.
Fonte: Folha.com
PE - Médicos de Camaragibe paralisam novamente as atividades
Mais dois dias de paralisação.
Por conta da intransigência do prefeito João Lemos (PC do B), os médicos da rede municipal de Camaragibe decidiram, em assembleia geral, na noite de quinta-feira(15), paralisar mais uma vez as atividades por 48 horas nos dias 21 e 22 de julho(quarta e quinta-feiras). " Infelizmente, o prefeito não precisa dos médicos, mas, o povo de Camaragibe precisa. Por isso, tenta de forma equivocada desqualificar o movimento da categoria e não quer atender às principais reivindicações do movimento de valorização do trabalho médico", enfatizou o diretor do Simepe, Fernando Cabral. A prática antisindical e antidemocrática do prefeito tem supreendido aos profissionais de saúde.
Nos dois dias serão paralisados os atendimentos nos ambulatórios, postos de saúde da família, centros médicos e maternidades. Apenas os atendimentos de emergência serão mantidos nas unidades de emergências. Além disso, serão realizadas mobilizações nos locais de trabalho e ato público em frente ao Cemec - Centro de Especialidade Médica de Camaragibe – Av. Belmiro Correia. .
A categoria denunciou que, há cinco meses buscam providências em relação às condições de trabalho, remuneração, produtividade e criação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV). A saúde do município apresenta uma série de problemas de atendimento à população. Tais como: faltam remédios, médicos insuficientes nos plantões, equipamentos sucateados, insegurança e condições adequadas para o exercício profissional. Denúncias já foram encaminhadas ao Conselho Regional de Medicina (Cremepe). Os médicos fazem nova assembleia geral na quinta-feira (22), às 19h30, no auditório do Simepe, para novas deliberações.
Fonte: FENAM
Por conta da intransigência do prefeito João Lemos (PC do B), os médicos da rede municipal de Camaragibe decidiram, em assembleia geral, na noite de quinta-feira(15), paralisar mais uma vez as atividades por 48 horas nos dias 21 e 22 de julho(quarta e quinta-feiras). " Infelizmente, o prefeito não precisa dos médicos, mas, o povo de Camaragibe precisa. Por isso, tenta de forma equivocada desqualificar o movimento da categoria e não quer atender às principais reivindicações do movimento de valorização do trabalho médico", enfatizou o diretor do Simepe, Fernando Cabral. A prática antisindical e antidemocrática do prefeito tem supreendido aos profissionais de saúde.
Nos dois dias serão paralisados os atendimentos nos ambulatórios, postos de saúde da família, centros médicos e maternidades. Apenas os atendimentos de emergência serão mantidos nas unidades de emergências. Além disso, serão realizadas mobilizações nos locais de trabalho e ato público em frente ao Cemec - Centro de Especialidade Médica de Camaragibe – Av. Belmiro Correia. .
A categoria denunciou que, há cinco meses buscam providências em relação às condições de trabalho, remuneração, produtividade e criação do Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos (PCCV). A saúde do município apresenta uma série de problemas de atendimento à população. Tais como: faltam remédios, médicos insuficientes nos plantões, equipamentos sucateados, insegurança e condições adequadas para o exercício profissional. Denúncias já foram encaminhadas ao Conselho Regional de Medicina (Cremepe). Os médicos fazem nova assembleia geral na quinta-feira (22), às 19h30, no auditório do Simepe, para novas deliberações.
Fonte: FENAM
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