UTI - Cuidado humanizado do paciente crítico.

sexta-feira, novembro 02, 2012

Médicos Blogueiros farão reunião no CBMI

Os médicos “blogueiros” André Japiassu, Flávio Nácul e Rodrigo Azevedo decidiram promover uma reunião durante o XVII CBMI, que acontece de 7 a 10 de novembro, em Fortaleza, entre outros médicos blogueiros ou que pretendem entrar nesse modelo de comunicação e interação. O grupo conseguiu um espaço na Sala da AMIB, no Centro de Eventos do Ceará, no dia 9 de novembro, das 16 às 18 horas. “Nosso objetivo é discutir ideias e como integrar todos esses blogs para que possamos disseminar as informações. Sabemos que cada blog tem seu objetivo, mas seria interessante que todos pudessem estar de alguma maneira interligados”, disse Dr. André Japiassu.
Os doutores André e Flávio são donos do blog HTTP://www.artigoscomentados.blogspot.com.br, que tem uma média de 22 mil acessos/mês.

A reunião é aberta e pretende reunir donos e usuários de blogs relacionados a Medicina Intensiva.

 

Fonte: Site da AMIB

TRANSFUSÃO DE CONCENTRADO DE HEMÁCIAS NÃO MELHORA OFERTA TECIDUAL DE OXIGÊNIO

Trabalho realizado nos EUA mostrou que a administração de concentrado de hemácias em pacientes com choque séptico não aumenta a ScVO2. O delta ScVO2 aumentou 4,5% nos pacientes que receberam CH e 3,1% naqueles que não receberam (p= 0,625), sugerindo que o uso de concentrado de hemácias não melhora a oxigenação tecidual.

Ref: J Emerg Med 2012; 43:593-598

Flávio E. Nácul – Artigos comentados

sexta-feira, outubro 26, 2012

Conceitos de Oxigenação

A manutenção da viabilidade e função tecidual é dependente de uma adequada oferta e consumo de O2. A sua necessidade, ou demanda, é determinada pelo nível da atividade metabólica dos tecidos.
 
 
Oferta de oxigênio (DO2):
É a quantidade de oxigênio ofertada para os tecidos por minuto. A oferta é determinada pelo débito cardíaco (DC) e a quantidade total de oxigênio arterial (CaO2).
 
DO2= DC x CaO2
     
Quantidade total de O2 arterial (CaO2):
É a quantidade total de oxigênio no sangue arterial. Ela é determinada, principalmente, pela hemoglobina e pela saturação do oxigênio arterial (SaO2).
Extração de oxigênio:
É a porcentagem de oxigênio ofertada que é extraída na utilização pelos tecidos. O corpo normalmente extrai 25% da quantidade de oxigênio oferecida e, aproximadamente, 75% do oxigênio retorna ao coração sem ser utilizado.
     
Quantidade total de oxigênio venoso (CvO2):
É a quantidade total de oxigênio que restou no sangue venoso e retorna ao coração. Ela é determinada pela:
  • Hemoglobina
  • Saturação do oxigênio venoso (SvO2)
Saturação venosa de oxigênio (SvO2):
É o oxigênio que é carreado no sangue venoso e que retorna ao coração. Também chamada de saturação venosa mista, é determinada pelo consumo de oxigênio pelos tecidos. Valores abaixo de 60% indicam um aumento da extração de oxigênio, a diminuição da oferta e/ou aumento da necessidade.
A importância na obtenção de valores da saturação venosa mista é a noção que podemos ter da perfusão tecidual, que hoje é considerado como dado principal na assistência ao paciente crítico. Pode-se obter de duas formas através do cateter de Swan Ganz:
  • Coleta de sangue na via distal do cateter, a sua abertura está localizada na artéria pulmonar. Este local é o término da circulação venosa, onde temos a noção exata da quantidade de oxigênio que foi consumida.
  • Cateter de artéria pulmonar com fibra óptica, é apresentado de forma contínua o valor da saturação venosa mista. O método utilizado é o da espectrofotometria reflectiva.

terça-feira, outubro 23, 2012

Meta proteica em UTI

Começam a surgir estudos em terapia nutricional que permitem observar melhor o impacto da baixa oferta de proteínas e do baixo balanço calórico nas taxas de mortalidade dos pacientes graves ou egressos de UTI. Estes são problemas frequentes - e subdiagnosticados - nas unidades de terapia intensiva que ultimamente tem chamado a atenção dos estudiosos.

meta proteica

Fonte: Apontamentos em Terapia Intensiva

segunda-feira, outubro 01, 2012

Prevenção de Pneumonia Associada à Ventilação Mecânica


Estudos classificam os cuidados de prevenção para PAVM em farmacológicos e não farmacológicos.

São medidas não farmacológicas:

·         Preferir a intubação orotraqueal à nasotraqueal;

·         Monitorar a pressão do balonete endotraqueal;

·         Recomendar a realização de drenagem de secreção subglótica;

·         Evitar extubação tardia;

·         Evitar reintubação;

·         Usar, quando possível, ventilação mecânica não-invasiva;

·         Realizar, de preferência, traqueostomia precoce;

·         Utilizar filtros respiratórios;

·         Manter a rotina de não trocar circuitos de ventilação para o mesmo paciente, somente quando houver sujidade;

·         Utilizar trocadores de umidade e calor (HME) ou umidificação aquosa aquecida;

·         Utilizar sistema fechado ou aberto de aspiração;

·         Trocar sistema de aspiração fechado a cada 7 dias;

·         Manter rotina de esterilização para bolsa ressuscitação e circuitos de ventilação e desinfecção do reuso de equipamentos de ventilação (respirômetros, termômetros de ventilação, broncoscópios, nebulizadores);

·         Utilizar medidas de barreira (lavagem das mãos, infecção cruzada);

·         Usas camas KINETIC, quando possível;

·         Posicionar paciente com cabeceira elevada 30° a 45°;

·         Utilizar nutrição enteral gástrica ou pós-pilórica;

·         Utilizar programa educacional;

·         Recomendara implantação de protocolo clínico e cultura de vigilância;

·         Recomendar realização de fisioterapia respiratória.

Medidas farmacológicas:

·         Descontaminação seletiva do sistema digestivo;

·         Administração preventiva de antibióticos intravenosos;

·         Higiene oral com clorexidine e Descontaminação;

·         Profilaxia da úlcera de estresse;

·         Não uso de sedação e agentes paralisantes.

 

 

*Tese de doutorado – Implantação de protocolo de prevenção da PAVM – Débora Feijó Villas Bôas Vieira – UFRGS – 13/01/2009

 

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