UTI - Cuidado humanizado do paciente crítico.

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terça-feira, julho 10, 2012

N-acetilcisteína (NAC)

A N-acetilcisteina (NAC), um antioxidante organosulfurado obtido do óleo de gergelim, do alho e da cebola. Parece ser promissor também por reduzir também o acúmulo de triacilglicerol (TG) e colesterol, bem como o dano oxidativo no fígado de camundongos submetidos a dieta rica em gordura saturada.

antioxidantes

 

 

Os antioxidantes protegem o organismo da ação danosa dos radicais livres. Alguns antioxidantes são produzidos por nosso próprio corpo e outros - como as vitaminas C, E e o beta-caroteno - são ingeridos.

 

 

 

Radicais livres são moléculas instáveis, pelo fato de seus átomos possuírem um número ímpar de elétrons, produzidas no decorrer do nosso processo respiratório. Do total do oxigénio que respiramos todos os dias, 2 a 5% converte-se em radicais livres, que não são totalmente prejudiciais. Os radicais livres tem um papel importante atuando no combate às inflamações, matando bactérias, e controlando o tônus dos "músculos lisos". Eles também estão ligados a processos degenerativos como o câncer e o envelhecimento.

Flavia Fernandes

domingo, julho 03, 2011

Magnésio

O magnésio (Mg) é um mineral importante em várias reações celulares, participando de quase todas as ações anabólicas e catabólicas. Cerca de 300 sistemas enzimáticos são dependentes da presença de magnésio. Algumas destas atividades incluem a glicólise e o metabolismo protéico e lipídico (LUKASKI, 2004).

É um constituinte importante de ossos e dentes, membrana celular e cromossomos (ALMEIDA; CARDOSO, 2006). A principal função do Mg é estabilizar a estrutura de ATP no músculo e em outros tecidos moles. Outra função muito importante é a participação do metabolismo de cálcio, potássio, fósforo, zinco, cobre, sódio, ácido clorídrico, acetilcolina, óxido nítrico, para enzimas, na homesostasia intracelular e para ativação da tiamina (MAFRA; COZZOLINO, 2005). Participa ainda da transmissão neuromuscular, sendo necessário para o transporte de potássio e para a atividade de cálcio (MAFRA; COZZOLINO, 2005). O magnésio é denominado "bloqueador natural do canal de cálcio". Na depleção de magnésio, o cálcio intracelular eleva-se. Visto que o cálcio exerce importante papel na contração tanto da musculatura lisa como da esquelética, um quadro de depleção de magnésio pode resultar em câimbras musculares, hipertensão e vasoespasmos coronarianos e cerebrais (MAFRA; COZZOLINO, 2005).

A deficiência de magnésio manifesta-se clinicamente por formigamento, tremor, espasmo muscular, mudanças de personalidade, hipocalemia associada à hipocalcemia, anorexia, náuseas e vômitos. Condições severas de deficiência podem afetar os tecidos cardiovasculares, renais e neuromuscular. As depleções exarberadas são observadas em casos de malabsorção, alterações no do sistema renal, alcoolismo e de desnutrição protéico-calórica (MAFRA; COZZOLINO, 2005).

A deficiência dietética de magnésio é positivamente correlacionada ao aumento da peroxidação lipídica e à diminuição da atividade antioxidante (NIELSEN; LUKASKI, 2006).

Pesquisas têm demonstrado que pessoas estressadas do tipo agressivas, ambiciosas, competitivas, que vivem sob tensão têm constante déficit do magnésio muscular. Portanto, uma ingestão adequada de magnésio é essencial para manter as artérias relaxadas, à pressão arterial baixa e os batimentos cardíacos regulares (RONSEIN, 2004).

Na atividade física a deficiência de magnésio aumenta a produção de radicais livres, levando à alterações nas membranas celulares e a aumento na concentração de cálcio intracelular. Este aumento dificulta a contração muscular e ativa enzimas importantes na produção de eicosanóides. A ação conjunta desses mecanismos facilita a suscetibilidade a lesões e, conseqüentemente, prejudica o desempenho (GUIMARÃES; TIRAPEGUI, 2008).  Além disso, a resposta inflamatória é aumentada na deficiência de magnésio, sugerindo a existência de um ciclo vicioso entre este, inflamação e estresse oxidativo, que, no desempenho físico, traduz-se em lesões musculares mais sérias (AMORIM; TIRAPEGUI, 2008). 

Fonte: rg nutri

quarta-feira, março 09, 2011

Radicais livres X Antioxidantes

 

De todo oxigênio que respiramos, 95% serão usados para gerar energia necessária para a vida; porém, os 5% restantes são transformados, no organismo, em radicais livres, ou seja, são as reações catabólicas, de destruição, do oxigênio.

Na verdade, radical livre não é o termo ideal para designar os agentes reativos patogênicos, pois alguns deles não apresentam elétrons desemparelhados em sua última camada. Como em sua maioria são derivados do metabolismo do O2, utilizaremos o termo "espécies reativas do metabolismo do oxigênio" (ERMO) para referirmo-nos a eles em algumas partes do texto.

Radicais livres são substâncias tóxicas produzidas pelo organismo que, em condições normais, ele próprio se encarrega de neutralizar. Porém, quando o nível dessas substâncias aumenta, ocorre um acúmulo de impurezas que pode gerar dede cansaço até doenças degenerativas, como osteoporose e câncer.Como exemplo de radicais livres podemos citar: superóxido, peróxido de hidrogênio e radicais hidroxila.

Radical superóxido (O2.)

É formado após a primeira redução do O2. O radical superóxido ocorre em quase todas as células aeróbicas e é produzido durante a ativação máxima de neutrófilos, monócitos, macrófagos e eosinófilos. Apesar de ser considerado pouco reativo em soluções aquosas, tem sido observada lesão biológica secundária a sistemas geradores de O2 (seja enzimático, fagocítico ou químico).

Radical hidroperoxila (HO2.)

Representa a forma protonada do radical superóxido, ou seja, possui o próton hidrogênio. Existem evidências de que o hidroperoxila é mais reativo que o superóxido, por sua maior facilidade em iniciar a destruição de membranas biológicas.

Radical hidroxila (OH.)

É considerada a ERMO mais reativa em sistemas biológicos. A combinação extremamente rápida do OH. com metais ou outros radicais no próprio sítio onde foi produzido confirma sua alta reatividade. Assim, se o hidroxila for produzido próximo ao DNA e a este DNA estiver fixado um metal, poderão ocorrer modificações de bases purínicas e pirimidínicas, levando à inativação ou mutação do DNA. Além disso, o hidroxila pode inativar várias proteínas (enzimas e membrana celular), ao oxidar seus grupos sulfidrilas (-SH) a pontes dissulfeto (-SS). Também pode iniciar a oxidação dos ácidos graxos polinsaturados das membranas celulares (lipoperoxidação).

Peróxido de hidrogênio (H2O2)

Apesar de não ser um radical livre, pela ausência de elétrons desemparelhados na última camada, o H2O2 é um metabólito do oxigênio extremamente deletério, porque participa da reação que produz o OH. O H2O2 tem vida longa, é capaz de atravessar camadas lipídicas, pode reagir com a membrana eritrocitária e com proteínas ligadas ao Fe++5. Assim, é altamente tóxico para as células; esta toxicidade pode ser aumentada de dez para mil vezes quando em presença de ferro, como ocorre, por exemplo, na hemocromatose transfusional.

Oxigênio singlet (1O2)

É forma excitada de oxigênio molecular e não possui elétrons desemparelhados em sua última camada. O 1O2 tem importância em certos eventos biológicos, mas poucas

doenças foram relacionadas à sua presença.

Embora as ERMO possam ser mediadoras de doenças, sua formação nem sempre é deletéria, como na defesa contra a infecção, quando a bactéria estimula os neutrófilos a produzirem espécies reativas com a finalidade de destruir o microorganismo. Contudo, poderão ocorrer vários eventos nosológicos, se houver estímulo exagerado na produção dessas espécies, e a ele estiver associada uma falha da defesa antioxidante.

Os radicais livres são substâncias instáveis, de vida muito curta, que se reproduzem rapidamente, "em cascata", e desaparecem quando dois radicais livres se encontram e ocorre tanto a pareação dos elétrons quanto a destruição desses radicais.

Os efeitos lesivos provocados pelos radicais livres ocorrem nos lipídios, nas proteínas, nos carboidratos, nos ácidos nucléicos e nas lipoproteínas.

No caso dos lipídios, ocorre a lipoperoxidação, que nada mais é que a destruição da membrana celular. Nas proteínas ocorre a inativação das enzimas e a aceleração de fenômenos oxidativos com alteração estrutural no colágeno, o que provoca a arteriosclerose.

Nos carboidratos, ocorre a despolimerização dos polissacarídeos, nos ácidos nucléicos, a mutação do DNA e do RNA.

Nas lipoproteínas, oxida o colesterol, favorecendo a produção do LDL, que é o colesterol lesivo.

É importante entender, também, que os radicais livres têm um papel importante nos processos infecciosos e inflamatórios.

Alguns dos glóbulos brancos liberam enzimas que dão origem a radicais livres que são importantes no combate a processos infecciosos. Quando o oxigênio chega ao local da inflamação é oxidado, gerando radicais livres que promovem a destruição da bactéria.

O que produz radicais livres

São produtores: oxigênio, alimentos que contêm agrotóxicos, aditivos, estresse, cigarro, álcool, radiação, algumas drogas químicas sintéticas, transplantes de pele ou de órgãos, toxicidade por metais pesados, poluição, isquemia etc.

Esses elementos gerarão o processo oxidativo ou o estresse oxidativo, que pode variar desde a injúria celular até a morte, passando por vários estágios, desde sintomas clínicos, envelhecimento, doença degenerativa até doença auto-imune.

Antioxidantes

Antioxidantes são substâncias que reagem e neutralizam as formas reduzidas do oxigênio anteriormente discutidas, que são: superóxido, peróxido de hidrogênio e radical hidroxila. Alguns antioxidantes são produzidos por nosso próprio corpo e outros - como as vitaminas C, E e o beta-caroteno - são ingeridos.

A definição mais simples de antioxidante é: toda substância que impede outra substância de ser oxidada.