O uso de biomarcadores vem marcando presença nas discussões pertinentes à medicina intensiva e também à Sepse, tanto que foi destaque na programação do 39Th Critical Care Congress, que aconteceu no mês de janeiro, em Miami e também marcou presença no II Pós-SCCM, que foi apresentado pelo Dr. José Eduardo Castro, do Rio de Janeiro.
Com a pergunta "Devemos usar biomarcadores para guiar o cuidado à Sepse", o Dr. José Eduardo, iniciou a apresentação de sua palestra dentro do tema Infecções na UTI.
Biomarcadores são indicadores de processos biológicos normais que podem estar alterados na doença e seu uso deve estar no Prognóstico: o paciente está doente?, Diagnóstico: o que deve ser feito? e na Monitorização: a terapia está funcionando?
No diagnóstico os biomarcadores identificam um processo modificável, prediz resposta diferencial ao tratamento e são universalmente utilizados em Terapia Intensiva. Na Monitorização detectam uma resposta, permitem a titulação e aperfeiçoamento do tratamento.
Um biomarcador deve ser capaz de avaliar a resposta à terapia, possibilitar a adequação do tratamento de acordo com a resposta, assim como a otimização da terapia. No IAM, temos excelentes marcadores diagnósticos. Pelo ECG sabemos se o paciente tem infarto ou angina. Mas a grande pergunta é: e na Sepse?
Pelo conteúdo apresentado durante o SCCM e Pós-SCCM, na Sepse, o marcador mais frequentemente utilizado, o número de leucócitos, tem valor questionável. Desta forma, centenas de marcadores têm sido, então, avaliados em pacientes graves e sua importância residiria na capacidade de avaliar respostas à terapêutica. Também na Sepse, a procalcitonina tem sido a mais estudada, assim como a PCR, e já são numerosos os estudos que determinaram o valor cada vez maior da procalcitonina como método auxiliar na beira do leito.
Na Sepse, isso se torna muito mais complicado. Somente no ano de 2009, centenas de publicações contemplaram esses marcadores. E apenas em um deles (Shapiro e colaboradores), 150 biomarcadores foram avaliados. Estes autores descreveram NGAL, proteína C, IL-1ra e o escore SEPSIS, como os de maior acurácia. O de maior destaque, na atualidade, parece ser a procalcitonina, com inúmeras publicações. Outro biomarcador, o clareamento do lactato, parece ser mais importante que a ScvO2, segundo estudo recente.
Em relação à capacidade de avaliar risco de morte na Sepse, outros determinantes foram considerados, como idade e presença de comorbidades.
Na conclusão de sua palestra o Dr. José Eduardo, apresentou as seguintes considerações: Um biomarcador pode informar e refinar uma decisão terapêutica; O seu valor prognóstico é limitado ou não existe e Biomarcadores são interpretados no contexto de múltiplos dados clínicos.
Fonte: AMIB
UTI - Cuidado humanizado do paciente crítico.
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
Prova de Titulo - Categoria Especial
A Comissão de Título de Especialista tem trabalhado para acelerar todos os processos que antecedem - e necessários - para a realização da Prova de Título de Especialista 2010, que acontecerá em outubro, durante o XV Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva.
No entanto, a AMIB não poderia deixar de oferecer a oportunidade para a obtenção do título àqueles que já exercem a função há algum tempo. Pensando nesse importante time de intensivistas, elabora uma avaliação especial composta por uma prova teórica e uma oral, que analisa casos clínicos, que esse ano ocorrerá nos dias 26 e 27 de junho, em São Paulo.
As inscrições estarão abertas a partir do dia 08 de março e vão até o dia 15 de maio, por meio de formulário publicado no site da AMIB (www.amig.org.br)
Confira aqui o Edital de Convocação do Exame de Suficiência Categoria Especial para a Obtenção do Título de Especialista em Medicina Intensiva Adulto.
No entanto, a AMIB não poderia deixar de oferecer a oportunidade para a obtenção do título àqueles que já exercem a função há algum tempo. Pensando nesse importante time de intensivistas, elabora uma avaliação especial composta por uma prova teórica e uma oral, que analisa casos clínicos, que esse ano ocorrerá nos dias 26 e 27 de junho, em São Paulo.
As inscrições estarão abertas a partir do dia 08 de março e vão até o dia 15 de maio, por meio de formulário publicado no site da AMIB (www.amig.org.br)
Confira aqui o Edital de Convocação do Exame de Suficiência Categoria Especial para a Obtenção do Título de Especialista em Medicina Intensiva Adulto.
ANVISA - RDC nº 7, de 24 de fevereiro de 2010, publicado em 25/02/2010 no Diário Oficial da União (DOU)
Publicado ontem (25/02/2010) no Diário Oficial da União (DOU) os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva (RDC). Temos agora, depois de muita luta, um documento que será referência na nossa especialidade. Pode não ter atendido a todas as nossas reivindicações, mas um grupo permanente continuará trabalhando para melhorar o documento.
ANVISA - RDC nº 07, de 24 de fevereiro de 2010 - dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e dá outras providências:
- Instrução Normativa nº 04, de 24 de fevereiro de 2010 - dispõe sobre os indicadores para avaliação de Unidades de Terapia Intensiva
Considero o documento publicado um marco para a especialidade!
Parabéns a todos os que trabalharam na formulação da RDC e para que a mesma fosse publicada.
Parabéns para todos nós intensivistas!!
Forte abraço,
Flavia
ANVISA - RDC nº 07, de 24 de fevereiro de 2010 - dispõe sobre os requisitos mínimos para funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva e dá outras providências:
- Instrução Normativa nº 04, de 24 de fevereiro de 2010 - dispõe sobre os indicadores para avaliação de Unidades de Terapia Intensiva
Considero o documento publicado um marco para a especialidade!
Parabéns a todos os que trabalharam na formulação da RDC e para que a mesma fosse publicada.
Parabéns para todos nós intensivistas!!
Forte abraço,
Flavia
sexta-feira, fevereiro 19, 2010
Delirium em debate
O tema Delirium tem sido muito discutido pelos profissionais que atuam nas Unidades de Terapia Intensiva. Isso porque acomete quase 80% dos pacientes internados e suas sequelas são preocupantes. O Dr. José Mario Teles (BA) foi um dos palestrantes do II Simpósio Pós-SCCM que abordou o tema. Em entrevista ao BE, foi mais além e nos apresentou um resumo de alguns importante tópicos abordados no 39Th Critical Care Congress, em Miami. Disse que o Dr. Pratik Pandharipande, em sua apresentação intitulada Delirium: a proposta de "evento zero" é realística?, afirmou que a caracterização do Delirium e a uniformização da ferramenta diagnóstica são essenciais, pois recomenda-se que o tratamento farmacológico só deva ser iniciado quando as causas predisponentes reversíveis tenham sido neutralizadas.
A palestrante americano, reforçou que na patogenia estão envolvidos diversos mecanismos, ainda não completamente esclarecidos, mas que englobam inflamação e seus mediadores, ação de diversos neurotransmissores e produção de metabólitos do triptofano. Entre os fatores de risco mais importantes, destacam-se a idade avançada, distúrbios metabólicos, hipoxemia, uso de medicações sedativas e privação do sono.
O uso de sedativos, benzodiazepínicos e opiáceos, drogas amplamente utilizadas em pacientes gravemente enfermos, estão fortemente associados com o desenvolvimento de delirium. A proposta para tornar o delirium em um evento de "ocorrência zero", segundo nos informou o Dr, José Mario Teles, começa respondendo a algumas questões específicas sobre o uso de drogas sedativas e analgésicas:
a) "aonde o paciente está indo?", ou seja, qual o nível de escala de sedação alvo aplicado;
b) "onde está agora?" ou qual o nível de sedação real do paciente no momento;
c) "onde está agora em relação ao delirium?" ou qual o resultado da avaliação de delirium por meio das duas ferramentas validadas para diagnóstico desta entidade em pacientes gravemente enfermos (CAM-ICU e Intensive Care Delirium Screening Checklist); e "como chegou aqui?" ou quais as causas predisponentes reversíveis de delirium (principalmente drogas).
Resumidamente, as propostas são: tenha um plano e use protocolos de sedação e analgesia guiados por alvos específicos; utilize o conceito "menos é mais", por isso, interrompa diariamente a sedação para permitir despertar e respiração espontânea; e evite benzodiazepínicos e use sedativos alternativos. O Dr. Pratik, assim como o Dr. José Mario Teles, encerrou a sua apresentação apontando os progressos até aqui alcançados em relação ao delirium, como o aumento do reconhecimento, pelos intensivistas, desta entidade, o desenvolvimento de melhores ferramentas de monitorização do delirium à beira do leito, a identificação dos fatores de risco e dos potenciais mecanismos, a perspectiva de benefício na utilização de intervenções não farmacológicas, como a mobilização precoce e, por fim, a conscientização de que as drogas benzodiazepínicas têm um papel relevante no desenvolvimento do delirium e que evitar o uso de tais medicações, sempre que possível, é uma opção acertada. "Aqui no Brasil, precisamos investir cada vez mais em pesquisas, porque é algo que preocupa muito a comunidade da Medicina Intensiva", finaliza Dr. José Mario Teles.
Fonte: AMIB - http://www.amib.org.br/noticias.asp?cod_site=0&id_noticia=504&keyword=Delirium_em_debate
A palestrante americano, reforçou que na patogenia estão envolvidos diversos mecanismos, ainda não completamente esclarecidos, mas que englobam inflamação e seus mediadores, ação de diversos neurotransmissores e produção de metabólitos do triptofano. Entre os fatores de risco mais importantes, destacam-se a idade avançada, distúrbios metabólicos, hipoxemia, uso de medicações sedativas e privação do sono.
O uso de sedativos, benzodiazepínicos e opiáceos, drogas amplamente utilizadas em pacientes gravemente enfermos, estão fortemente associados com o desenvolvimento de delirium. A proposta para tornar o delirium em um evento de "ocorrência zero", segundo nos informou o Dr, José Mario Teles, começa respondendo a algumas questões específicas sobre o uso de drogas sedativas e analgésicas:
a) "aonde o paciente está indo?", ou seja, qual o nível de escala de sedação alvo aplicado;
b) "onde está agora?" ou qual o nível de sedação real do paciente no momento;
c) "onde está agora em relação ao delirium?" ou qual o resultado da avaliação de delirium por meio das duas ferramentas validadas para diagnóstico desta entidade em pacientes gravemente enfermos (CAM-ICU e Intensive Care Delirium Screening Checklist); e "como chegou aqui?" ou quais as causas predisponentes reversíveis de delirium (principalmente drogas).
Resumidamente, as propostas são: tenha um plano e use protocolos de sedação e analgesia guiados por alvos específicos; utilize o conceito "menos é mais", por isso, interrompa diariamente a sedação para permitir despertar e respiração espontânea; e evite benzodiazepínicos e use sedativos alternativos. O Dr. Pratik, assim como o Dr. José Mario Teles, encerrou a sua apresentação apontando os progressos até aqui alcançados em relação ao delirium, como o aumento do reconhecimento, pelos intensivistas, desta entidade, o desenvolvimento de melhores ferramentas de monitorização do delirium à beira do leito, a identificação dos fatores de risco e dos potenciais mecanismos, a perspectiva de benefício na utilização de intervenções não farmacológicas, como a mobilização precoce e, por fim, a conscientização de que as drogas benzodiazepínicas têm um papel relevante no desenvolvimento do delirium e que evitar o uso de tais medicações, sempre que possível, é uma opção acertada. "Aqui no Brasil, precisamos investir cada vez mais em pesquisas, porque é algo que preocupa muito a comunidade da Medicina Intensiva", finaliza Dr. José Mario Teles.
Fonte: AMIB - http://www.amib.org.br/noticias.asp?cod_site=0&id_noticia=504&keyword=Delirium_em_debate
quinta-feira, fevereiro 18, 2010
VSCAN GE - o ultrasom do tamanho de um telefone celular

"Uma ferramenta de bolso com tecnologia de ultrassom, Vscan GE Healthcare pode ajudar a redefinir o exame físico."
É com esse intuito que a GE lança o VSCAN, um aparelho de ultrassom do tamanho de um telefone celular, que a empresa pretende que seja tão presente no exame físico quanto um estetoscópio, e tem sido chamado de "o estetoscópio do século 21".
VSCAN não irá substituir a atual tecnologia que tem sido usada devido à sua precisão, mas vai ajudar em situações de urgência nos pronto-atendimentos e também evitando ultrassonografias desnecessárias.

Fonte: Tecnologia da informaçao e medicina
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