UTI - Cuidado humanizado do paciente crítico.

quarta-feira, outubro 07, 2009

Protocolo de Insulinoterapia em TCE e AVCH

Artigo: Published online: 24 September 2009

Fulltext: Sotiro -Lista


Abstract
Background To evaluate the safety and efficiency of a protocol for glycemic control in intensive care unit (ICU) patients with neurovascular or head injury.
Methods Two cohorts of 50 consecutive patients admitted to the ICU with an admission diagnosis of neurovascular or head injury before and after protocol implementation were evaluated. All patients in the interventional cohort received insulin using a standardized intravenous insulin infusion protocol targeting blood glucose levels of 7–9 mmol/l. Efficiency (time to reach and time within target range), safety (hypoglycemia), and nursing compliance (protocol violations) were evaluated.
Results The median time to reach the target blood glucose range was shorter in the interventional cohort than the conventional cohort (5.0 h [0.5–20.5 h] vs. 12.9 h [1.3–90.3 h]; P < 0.001). More time was spent within target range in the interventional cohort than in the conventional cohort (36.4 ± 16.3% vs. 27.1 ± 19.0%; P < 0.001). The median prevalence of mild (<4.9 mmol/l) hypoglycemia (0 [0–1.11]% vs. 0.58 [0–2.79]%; P < 0.001) and moderate (<3.9) hypoglycemia (0[0–0.55]% vs. 0 [1–1.25]%; p < 0.001) was significantly lower in the interventional cohort.
Conclusions The intravenous insulin infusion protocol improved the safety and efficiency of glycemic control for ICU patients with neurovascular or head injury.

domingo, outubro 04, 2009

Pós Graduação em Medicina Intensiva

Pós Graduação em Medicina Intensiva - Curso em parceira com a AMIB

Visite o site abaixo para maiores informações:
http://www.redentor.edu.br/pos_09/?centro=detalhecursopos&idpos=9&idcid=19&idcidpos=64

Ou mande uma mensagem para o Coordenador = Dr. Carlos Vieira (carlosvieira5@hotmail.com)


terça-feira, setembro 29, 2009

CURSO DE NEUROINTENSIVISMO

Educação Médica Continuada - CREMERO
Curso de Neurointensivismo
Dia: 24 de Outubro
Local: Auditório do CREMERO
Horário: 8 às 19 horas
Palestrantes: Dr. Eduardo Paranhos (RJ) e Dr. Jorge Paranhos (BH)
Apoio: SOTIRO

terça-feira, setembro 22, 2009

Profissionalismo médico


Um trabalho publicado este mês por Fasce et al. (2009) trata sobre "profissionalismo médico".

O tema profissionalismo médico tem recebido crescente interesse na literatura, fato demonstrado pelos 2.677 artigos indexados pela Medline até setembro de 2008, dos quais 1.688 (63%) foram publicados nos últimos dez anos e 1.096 (41%), nos últimos cinco anos.

Há uma extensa literatura que visa estabelecer uma definição adequada do termo, identificando que atributos melhor o caracterizariam. Quais seriam os atributos do "bom médico"? E quais seriam as formas de identificar e integrar conteúdos sobre profissionalismo no ensino e na avaliação de estudantes de graduação em Medicina?

Os referidos autores afirmam que o Medical Professionalism Project (referência abaixo), cujas principais conclusões foram publicadas nos Annals of Internal Medicine em 2002 (com a participação da American Board of Internal Medicine, do American College of Physicians, American Society of Internal Medicine e a European Federation of internal Medicine), apresentando-se os atributos requeridos para o que denominam de profissionalismo médico.

Profissionalismo médico foi considerado na referida publicação como "o conjunto de responsabilidades profissionais, tais como uma atualização constante, honestidade e confidencialidade, relação adequada com pacientes, familiares e membros da equipe de saúde, e busca constante em melhorar a qualidade de atendimento."

Então, Fasce et al (2009) resolveram realizar uma pesquisa com médicos e estudantes de Medicina chilenos sobre esse constructo. Entrevistaram 104 médicos (por e-mail) e 47 alunos de Medicina (primeiro ano) em entrevista direta de grupo, através de um teste de associação livre sobre os atributos que seria atribuir a "um bom médico".

Os dados foram processados de acordo com a disponibilidade do modelo lexical (LAM), que prevê análise quantitativa e qualitativa.

Os autores verificaram que os atributos com pontuações mais elevadas entre os médicos foram honestidade, atualização acadêmica regular, competência, ética, amabilidade e empatia (figura 2 abaixo: retirada do texto do artigo de Fasce et al. [2009]). Entre os estudantes, os atributos selecionados foram altruísmo, empatia, ética, excelência, responsabilidade, amabilidade e competência (figura 1 abaixo).

Os resultados quantitativos obtidos foram expressos como coeficientes numéricos denominados índices de disponibilidade léxica (IDL). Os coeficientes com valores mais altos indicam que tais atributos foram citados con maior frequência e ocuparam as posições mais altas na listagem.

Uma concordância geral foi encontrada entre os médicos e os estudantes, excetuando o fato de se considerar que a atualização acadêmica regular como o atributo importante pelos médicos.

"A excelência implica um esforço consciente para superar as expectativas habituais e um compromisso para a aprendizagem continua, por toda a vida ". Portanto, esse componente corresponde à capacitação contínua.


Os autores concluíram que os atributos que os médicos e estudantes de medicina avaliaram como essenciais são concordantes em grande parte. No início do curso de Medicina, os estudantes têm uma abordagem mais humanista da futura profissão.

Scliar (2005) escreveu: "O bom médico é aquele que refaz, mesmo sem o saber, a trajetória da medicina através dos tempos. Como Hipócrates (460-377 a.C.), sabe que a vida é curta mas a arte é longa; sabe qua a ocasião é fugidia, a experiência, enganadora, o julgamento, difícil. Em suma: sabe que doença representa um extraordinário desafio, tanto em termos de conhecimento quanto de equilíbrio emocional." (...) "O bom médico sabe, como o francês Ambroise Parré (1510-1590) que curar é mais do que intervir; curar como diz a origem latina da palavra, significa cuidar."

Continuando com Scliar (2005): "O bom médico sabe, como o inglês Thomas Sydenham (1624-1689), que a enfermidade tem certa lógica, segue aquilo que se pode chamar de uma história natural, que aos poucos, e seguindo um trajeto mais ou menos previsível, transporta a pessoa para outra realidade, a realidade da doença" (...) "O bom médico sabe, como o alemão Rudolf Virchow (1821-1902), que a doença deve ser procurada não apenas no que é visível, mas também ali onde os olhos não enxergam". (...) "O bom médico, como o judeu austríaco Sigmund Freud (1856-1939), que é preciso ter coragem de defender as próprias convicções (como aquelas sobre a existência do inconsciente, mesmo quando elas se chocam com os preconceitos e as idéias preestabelecidas. O bom médico sabe, como o brasileiro Oswaldo Cruz (1872-1917), que é preciso enfrentar a doença na população, mesmo trabalhando na complicada fronteira entre medicina e política"

E conclui: "O bom médico talvez não seja tão famoso como Hipócrates ou Parré, quanto Sydenham ou Virchow, quanto Freud ou Oswaldo Cruz; mas para seu paciente, para a comunidade da qual cuida, ele é a própria medicina, ciência e arte."

Referências
ABIM Foundation. American Board of Internal Medicine; American College of Physicians-American Society of Internal Medicine; European Federation of Internal Medicine. Medical professionalism in the new millennium: a physician charter. Ann Intern Med. 136 (3):243-6, 2002.
American Board of Internal Medicine Project Professionalism. Disponível em: abim.org/pdf/publications/professionalism.pdf. Acesso em: 12 set 2009.
FASCE, E. et al. Professionalism of physicians from the point of view of physicians and students. Rev. méd. Chile 137 (6): 746-752, 2009.
SCLIAR, M. O olhar médico: Crônicas de Medicina e Saúde. São Paulo: Agora Ed., 2005.