UTI - Cuidado humanizado do paciente crítico.

sábado, julho 18, 2009

Influenza A em Rondonia - estamos preparados?

Assistindo hoje pela manhã, 18/07/2009, a uma reportagem sobre a gripe suína no Brasil fiquei surpresa de ver que existem casos notificados em todo o Brasil MENOS em RONDONIA.
Será isso devido ao descaso das autoridades governamentais (Vigilância Sanitária e Secretarias de Saúde ) locais, despreparo médico ou má informação da população?

A verdade é que, um pouco daqui e de lá, tudo isto pode levar Rondônia a uma das maiores epidemias que se tenha visto por aqui e, se as autoridades não abrirem o olho e começarem a agir rápido, a população vai mais uma vez pagar o preço da desorganização e do desinteresse.

Sem querer levar ninguém ao pânico, o governo de Rondonia nada ou pouco tem feito para prevenir ou remediar a situação da Influenza A por aqui e, pelo andar da carruagem, essa maneira displicente de encarar a saúde neste estado pode aumentar o risco desta epidemia tomar proporções gigantescas e catastróficas.

Quais as providências que a Secretaria de Saúde e a Vigilância Sanitária de Rondonia tem tomado ou vão tomar (já deviam ter tomado!) em relação a Influenza A nesta região? Rondônia é uma terra de imigrantes e de viajantes. Por aqui muitos passam em busca de oportunidades. Onde está o controle portuário e do aeroporto? Onde estão os alertas à população? Quais são as ações que o governo está tomando mediante essa ameaça? Porto Velho está preparado para a Influenza A - H1N1?

Com a construção das Usinas aumentou em muito o número dos que por aqui circulam. Existe alguma fiscalização, divulgação de informação ou ação no sentido de alertar a população e preparar equipes de saúde para o evento Influenza A no estado de Rondonia?

Você acredita mesmo que nesse país de meu Deus, onde já houveram vários casos de morte por Influenza A no sul e no sudeste, somente Rondonia recebeu o privilégio de não ser atacada pelo vírus na Região Norte e no Brasil? Alguma coisa não anda bem nesta estatistica tão beneficente a Rondonia e a minha sugestão é que a população fique alerta.

No sentido de prestar serviço à comunidade de Rondonia e a outras que possam vir nos visitar, o Blog da SOTIRO disponibiliza ao internauta informações sérias e práticas, tais como protocolos e outras informações úteis, a respeito da Influenza A - H1N1, contidas no site do Ministério da Saúde.

Vale a pena conferir!

Ministério da Saúde:
Protocolos para o enfretamento da Influenza A (H1N1) nos Portos, Aeroportos e Fronteiras
Ocorrência de infeccção por Influenza A
Aos viajantes
Aos serviços de saúde

Vídeos:
Formas de Contágio
Higienização das mãos

Internacional:
H1N1 Influenza Center - The New England Journal of Medicine



Flavia

quinta-feira, julho 16, 2009

Prontuário Eletrônico - Bom ou Ruim?

Definição de prontuário médico

Todo atendimento em saúde inclui o envolvimento e a participação de uma variedade de profissionais: médicos, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e outros. Além disso, este atendimento ao paciente pode ocorrer em diferentes locais. Para realização destas atividades, são necessárias múltiplas informações de diferentes fontes, que vão garantir a continuidade do processo de cuidado. São fontes diferentes de dados, gerando consequentemente uma grande variedade de informações. Tais dados precisam ser organizados de modo a produzir um contexto que servirá de apoio para tomada de decisão sobre o tipo de tratamento ao qual o paciente deverá ser submetido, orientando todo o processo de atendimento à saúde de um indivíduo ou de uma população. Vale ressaltar que o dado clínico é muito heterogêneo para ser introduzido em sistemas tradicionais de informação.

Atualmente entende-se que o prontuário tem como funções:

  • Fonte de informação clínica e administrativa para tomada de decisão e meio de comunicação compartilhado entre todos os profissionais;
  • Registro legal das ações médicas;
  • Deve apoiar a pesquisa (estudos clínicos, epidemiológicos, avaliação da qualidade);
  • Deve promover o ensino e gerenciamento dos serviços, fornecendo dados para cobranças e reembolso, autorização dos seguros, suporte para aspectos organizacionais e gerenciamento do custo.

Um novo modelo de atendimento à saúde está aparecendo com:

  • Maior integração e gerenciamento do cuidado, ou seja, o atendimento clínico tem que ser visto como um todo.
  • Foco do atendimento no nível primário, entendendo que os hospitais continuam a ser um centro para diagnóstico e cuidado de problemas complexos e para procedimentos cirúrgicos e cuidados intensivos.
  • Pagamento do atendimento prestado é dirigido por melhor gerenciamento do processo de atenção, encorajando a eficiência (custo-benefício) do atendimento e na utilização de recursos.
  • Maior competência e capacitação dos profissionais.
  • Equipe interdisciplinar, colaborativa, conduzida por uma organização horizontal. Não existe um profissional que seja mais importante que outro, uma vez que todos colaboram para que o paciente se restabeleça. O cliente dos serviços de saúde não é o médico e sim, o paciente.

Este modelo de atendimento utiliza a informação e a integração como elementos essenciais de organização. Neste aspecto, a estrutura computacional que surge oferecendo solução é o chamado Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), que é uma forma proposta para unir todos os diferentes tipos de dados produzidos em variados formatos, em épocas diferentes, feitos por diferentes profissionais da equipe de saúde em distintos locais. Assim, deve ser entendido como sendo a estrutura eletrônica para manutenção de informação sobre o estado de saúde e o cuidado recebido por um indivíduo durante todo seu tempo de vida.

Definição de prontuário eletrônico

O Institute of Medicine (IOM, 1997), entende que o prontuário eletrônico do paciente é “um registro eletrônico que reside em um sistema especificamente projetado para apoiar os usuários fornecendo acesso a um completo conjunto de dados corretos, alertas, sistemas de apoio à decisão e outros recursos, como links para bases de conhecimento médico”. O Computer-based Patient Record Institute define o prontuário eletrônico ressaltando que “um registro computadorizado de paciente é informação mantida eletronicamente sobre o estado de saúde e os cuidados que um indivíduo recebeu durante toda sua vida”. Segundo Tang e McDonald, o registro eletrônico do paciente “é um repositório de informação mantida de forma eletrônica sobre o estado de saúde e de cuidados de saúde de um indivíduo, durante toda sua vida, armazenado de modo a servir a múltiplos usuários legítimos”.

O prontuário eletrônico é um meio físico, um repositório onde todas as informações de saúde, clínicas e administrativas, ao longo da vida de um indivíduo estão armazenadas, e muitos benefícios podem ser obtidos deste formato de armazenamento. Dentre eles, podem ser destacados: acesso rápido aos problemas de saúde e intervenções atuais; acesso a conhecimento científico atualizado com conseqüente melhoria do processo de tomada de decisão; melhoria de efetividade do cuidado, o que por certo contribuiria para obtenção de melhores resultados dos tratamentos realizados e atendimento aos pacientes; possível redução de custos, com otimização dos recursos.


Fonte: Wikipédia

sexta-feira, julho 10, 2009

Processo eleitoral 2009 da AMIB já começou

Candidato a Diretor Presidente pode se inscrever até o dia 21 do Julho.

O processo eleitoral 2009 da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) começou esta semana, no dia 7 de julho. Na Fase I, os candidatos a Diretor Presidente para o biênio 2010-2011 devem se inscrever e os nomes dos três mais votados, que posteriormente terão direito a montar uma chapa para disputar a Diretoria Executiva do mesmo período, serão divulgados.

Até o próximo dia 21 de julho, os interessados a concorrer à etapa devem entrar no site Eleições 2009 (http://www.eleicoesamib.org.br) e se inscrever, clicando no botão "Candidatar-se a Diretor Presidente Biênio 2010-1011". Para se candidatar, é preciso atender aos pré-requisitos, que são: no dia 1º de julho, ostentar três anos ininterruptos de associação à AMIB (2007-2008-2009), nas categorias titular ou remido; deter o Título de Especialista em Medicina Intensiva; e estar adimplentes com a AMIB e com a Associação Médica Brasileira (AMB).

quinta-feira, julho 09, 2009

Sepses ao redor do mundo - EPIC II

JL Vincent. EPIC II: sepsis around the World. Minerva Anestesiol 2008; 74:293-296.

Recentemente o Dr JL Vincent proferiu conferência sobre a Sepse ao redor do mundo, no congresso ISICEM para América LAtina, em 24 de junho passado.

O primeiro estudo foi realizado na Europa e publicado em 1995 (JAMA - EPIC I). Este estudo contava com mais de 10 mil pacientes, e demonstrava grande variação internacional em relação à bacteriologia, gravidade e mortalidade dos pacientes. A mortalidade dependia muito se a infecção era adquirida na UTI, o que aumentou muito o número de óbitos em países como Grécia e Portugal.

O estudo SOAP (2006), conduzido pelo mesmo autor, demonstrou que na Europa havia correlação entre incidência de sepse e mortalidade. A frequencia de germes era igual entre bactérias Gram positivas e negativas, enquanto cresceu a presença de infecções fúngicas (em torno de 6%).

O pesquisador ampliou a casuística para infecções em todo o mundo. Foram 76 países, 1265 UTIs e 14.414 pacientes, em estudo de corte realizado em 2 de julho de 2007. A América Latina (AL) participou com 16% da população.

No Brasil os dados são alarmantes. As UTIs brasileiras participantes eram acadêmicas (60%) e médico-cirúrgicas (66%) na sua maior parte. Metade precisou de ventilação mecânica.

A mediana de permanência no mundo inteiro foi de 9 dias, com 18% de mortalidade na UTI, e mais 6 % na hospitalização. Mas na AL a mortalidade foi maior (27% na UTI e 33% hospitalar). Pode-se pensar que nossos pacientes são mais graves, mas SAPS II e SOFA do primeiro dia foram semelhantes a outros continentes como América do Norte e países da Europa. Nossos pacientes tinham maior prevalência de pneumonia e peritonites. O isolamento de microorganismos (m.o.) foi menor na AL também (55 versus 69%). Os m.o. mais comuns foram bactérias Gram-negativas (62%). Pseudomonas e Klebisiella sp são comuns, e Acinetobacter vem logo atrás.

É interessante a correlação entre PIB e taxa de infecção dos continentes, principalmente no 3o mundo. E finalmente a Oceania tem mortalidade bem abaixo dos outros continentes (14%).

Existem várias especulações para estes resultados. Primeiramente, temos menos dinheiro e isso parece influenciar os cuidados com pacientes sépticos em todo lugar. Mas estamos piores que países emergentes como Índia e Argentina (estudo PROGRESS, Infection junho 2009). Não há como explicar este fato com escores prognósticos, pois são semelhantes. Talvez o acesso ao sistema de Saúde é que faça diferença em várias partes do Brasil; tempo é tecido/disfunção na sepse. Finalmente, vale a pena conscientizar melhor a população em relação ao que é sepse, assim como vários sabem o que é AVC (derrame cerebral) e IAM, que dependem de atendimento rápido para tratamento com sucesso.

O ILAS (Instituto Latino-Americano de Sepse) vem trabalhando arduamente para saber como estamos, e tentando implementar protocolos em UTIs e emergências no Brasil. Se conseguir consciência da população sobre procurar atendimento rapidamente e o profissional de saúde souber que antibioticoterapia precoce salva vidas, já será um grande passo.

Publicado por: Dr. André - Blog Artigos Comentados em Medicina Intensiva

segunda-feira, julho 06, 2009

Nova medicação para arritmia aprovada nos Estados Unidos

Dia 2 de Julho foi aprovado para uso comercial nos Estados Unidos nova medicação para o tratamento de arritmias cardiacas: Multaq (donedarona). Esta medicação deve substituir em muitos casos, o uso de Amiodarona, excelente antiarrítmico mas com efeitos colaterias severos (tireóide, olhos, pulmões) e frequentes. O laboratório que produz a nova medicação (Sanofi) informa, extra-oficialmente, que no ano que vem teremos o Multaq no Brasil.

TELEMEDICINA

O rápido avanço das tecnologias médicas junto com a capacidade de transmissão de dados por banda larga, tem possibilitado que o conceito da Telemedicina esteja cada vez mais perto de nós. Talvez seja o caminho para a democratização do acesso aos cuidados médicos, independendo da localização. A tecnologia permite a presença de um especialista virtual em qualquer lugar do mundo, "real-time".
Parece um pouco distante da realidade brasileira mas, a dificuldade é política e não técnica (pra variar).
O Blog de Tecnologia da Informação em medicina (http://timedicina.blogspot.com/2009/06/telemedicina.html ) publicou um post resumido mas muito claro sobre os caminhos da telemedicina.