UTI - Cuidado humanizado do paciente crítico.

segunda-feira, julho 06, 2009

TELEMEDICINA

O rápido avanço das tecnologias médicas junto com a capacidade de transmissão de dados por banda larga, tem possibilitado que o conceito da Telemedicina esteja cada vez mais perto de nós. Talvez seja o caminho para a democratização do acesso aos cuidados médicos, independendo da localização. A tecnologia permite a presença de um especialista virtual em qualquer lugar do mundo, "real-time".
Parece um pouco distante da realidade brasileira mas, a dificuldade é política e não técnica (pra variar).
O Blog de Tecnologia da Informação em medicina (http://timedicina.blogspot.com/2009/06/telemedicina.html ) publicou um post resumido mas muito claro sobre os caminhos da telemedicina.


quarta-feira, junho 24, 2009

Reunião do Conselho Deliberativo da AMB em Vitória

Da esq. para dir.: Antonio Carlos resende, presidente da AMES; José Luiz Gomes do Amaral; deputado Lelo Coimbra; e Aldemir Soares

Alguns dos principais pontos, considerados bandeiras de lutas das entidades médicas nacionais, integraram a pauta de discussões da reunião do Conselho Deliberativo da AMB, realizada no dia 19 de junho, na cidade de Vitória (ES). Dentre eles, a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM); ensino médico; Plano de Carreira, Cargos e Salários, além de outros assuntos.

O evento contou com a participação do deputado federal Lelo Coimbra (PMDB-ES), que foi homenageado pela AMB pela sua atuação contra a revalidação automática dos diplomas de brasileiros formados pela Elam – Escola Latino-americana de Medicina, de Havana, Cuba. Como relator, Coimbra manifestou-se contrário à aprovação do Projeto de Decreto legislativo nº 347/07, rejeitando o ajuste complementar instituído com a finalidade de reconhecer os títulos de medicina expedidos por aquele país.

Outros assuntos também estiveram na pauta de discussões: o 1º Secretário da AMB, Luc Weckx, falou sobre os principais projetos que integram a Agenda Parlamentar AMB/CFM; o diretor cultural, Hélio Barroso, apresentou o andamento do projeto sobre o livro que contará os 60 anos da AMB; o diretor de saúde pública, Florentino Cardoso, abordou as ações das entidades médicas em relação ao Sistema Único de Saúde; e Leonarda Silva falou sobre os programas de Educação Médica Continuada promovidos pela AMB.


Fonte: Site da AMB


Mestrado profissional terá normas próprias para credenciamento e avaliação

O Ministério da Educação e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) publicaram nesta terça-feira, 23, no Diário Oficial da União, a Portaria Normativa nº 7, com normas específicas para credenciamento e avaliação de cursos de mestrado profissional. Com a medida, o MEC espera que muitas instituições que oferecem cursos de especialização — pós-graduação lato sensu — de excelência apresentem propostas para transformá-los em mestrados voltados para o campo profissional.

Dentre as principais normas anunciadas, destacam-se as várias possibilidades de trabalhos de conclusão de curso possíveis – além da tradicional dissertação –, e o requisito de que parte do corpo docente seja composta não apenas por mestres e doutores, mas que tenham também formação específica na área em que lecionarão, e professores com experiência profissional reconhecida.

Entre as vantagens da criação de uma área específica para avaliação de novos cursos de mestrado profissional na Capes, como já ocorre na área do mestrado acadêmico, o ministro enumerou os ganhos mútuos para alunos e instituições de ensino superior. “A academia ganha uma interação muito mais efetiva com o mundo do trabalho. Os cursos terão o interesse de mais pessoas, já que permitem a consolidação de um itinerário formativo de quem quiser seguir direto para um doutorado, além de permitir alcançar, com vantagem, as metas do plano anual da pós-graduação.”

Para Haddad, com a criação de regras para avaliação e credenciamento diferentes das existentes para os mestrados acadêmicos, muitas áreas podem ser beneficiadas. “Podemos colocar no mestrado profissional alunos de odontologia, por exemplo, que hoje não têm uma residência na área, ou mesmo os de residências médicas, que poderão sair direto para um doutorado.”

Jornalismo — Para o ministro Fernando Haddad, outra área que pode ser bastante beneficiada com a ampliação da oferta de mestrados profissionais, a partir das novas regras da Capes, é o jornalismo. Na opinião dele, o que o mercado busca não é o fim dos cursos na área. “Penso que a expectativa dos veículos não é a extinção, mas a qualificação dos cursos de jornalismo. Muitos países não têm a obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão, mas têm bons cursos superiores. O jornalismo é um dos pilares da democracia, não podemos desconsiderar as especificidades do exercício da profissão. Mais do que habilidades e competências, um curso de jornalismo deve trabalhar os valores da prática jornalística, preparar bem o profissional que fará a intermediação da informação para o público. Com a decisão do Supremo Tribunal Federal, o mestrado profissional em jornalismo deve ganhar força”, afirmou.

Veja a Portaria Normativa nº 7, publicada no Diário Oficial da União.

Fonte: Assessoria de imprensa do MEC


terça-feira, junho 23, 2009

Titulo de Especialista

As provas serão realizadas nos dias 11 e 15 de novembro de 2009, respectivamente, durante o XIV Congresso Brasileiro de Medicina Intensiva, que acontecerá de 11 a 14 de novembro de 2009, no Palácio das Convenções no Anhembi e no Holiday Inn Parque Anhembi, em São Paulo (SP), em horários que serão divulgados no portal da AMIB com 30 dias de antecedência.

O candidato poderá se inscrever, até dia 31 de julho de 2009, por meio do site da AMIB (http://www.amib.org.br/), na seção "Título de Especialista", na qual deverá preencher o formulário, que deve ser impresso e enviado para a sede da associação, por correio, anexado às cópias dos documentos solicitados.

O valor do concurso é de R$ 448,00 para associado adimplente da AMIB e de R$ 896,00 para não associado.

A prova teórica terá cem questões de múltipla escolha, com duração de quatro horas. Esta etapa será eliminatória, sendo que terão o direito de prestar a prova de habilidades os candidatos que atingirem a pontuação mínima de 60 pontos.

A prova de habilidades será uma avaliação prática com simulação de procedimentos em Terapia Intensiva, contemplando os domínios Ventilação Mecânica, Acesso Vascular, Vias Aéreas, manobras de RCP e ECP, e discussão de seis casos clínicos, com cinco questões cada um. "O candidato que, nessa fase, alcançar a 60 pontos será considerado apto a receber o título", acrescenta o presidente.

O teste será dividido em duas partes: discussão de casos e prova de habilidades. Na primeira, os candidatos serão divididos em dois grupos, que por sua vez serão subdivididos em outros dois, facilitando a logística da prova. Cada candidato terá 1h30 para responder às perguntas de dois avaliadores.

Posteriormente, na prova de habilidades, que terá dois turnos (manhã e tarde), os candidatos, que dessa vez serão divididos em três grupos, passarão, em sistema de rodízio, pelas estações práticas. Nesse caso, cada pretendente ao título será examinado também por dois avaliadores.

"Esse modelo de prova já é utilizado por diversas sociedades médicas e tem se mostrado eficiente para avaliar as habilidades do candidato, atestando sua qualificação", explica o Dr. Fernando Dias, presidente da Comissão de Título de Especialista.

Saiba mais clicando aqui:
http://www.amib.org.br/noticias.asp?cod_site=0&id_noticia=220&keyword=Concurso_de_Título_de_Especialista

terça-feira, junho 09, 2009

A importância do Stent sem polímero ao longo prazo

A trombose tardia do stent parece estar vinculada a um processo de cicatrização arterial tardio e sua incidência pode estar relacionada ao tipo de stent implantado . enquanto a etiologia dessa cicatrização tardia é multifatorial , a persistência de um polímero permanente na artéria coronária após o desempenho de sua função ( isto é , o controle da liberação de medicamento ) pode desempenhar papel central nesse cenário .

Os stents farmacológicos são uma tecnologia em processo permanente. A maior eficácia antirreestenótica associada aos stents farmacológicos dá mais espaço de manobra em comparação com os stents convencionais em termos dos ajustes para melhorar os resultados tanto para o paciente quanto para o operador.

Revista Brasileira de Cardiologia Invasiva
http://www.rbci.org.br/detalhe_artigo.asp?id=345
Autores: Robert A. Byrne11, Adnan Kastrati1
Vol. 17 nº 1 - Jan/Fev/Mar de 2009

sexta-feira, junho 05, 2009

Segurança em UTI - mais um dilema

Confira a entrevista sobre segurança em UTI, extremamente relevante para a comunidade intensivista, com a Dra. Elena Ribas, especialista no tema, intensivista titulada pela AMIB, formada pela Santa Casa de Porto Alegre e pós-graduada em Gestão em Saúde pela Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Atualmente, a médica, que já teve vivência associativa na diretoria da Sociedade de Terapia Intensiva do Rio Grande do Sul (SOTIRGS) há quatro anos, é gerente do Serviço de Epidemiologia e Gestão de Risco do Hospital Mãe de Deus de Porto Alegre e intensivista do Hospital Nossa Senhora da Conceição e da UTI central da Santa Casa de Porto Alegre.

Boletim Express - É seguro ficar internado? E em uma UTI especificamente?

Dra. Elena Ribas - Os hospitais e principalmente as Unidades de Terapia Intensiva são lugares de grande complexidade, onde vários profissionais e outros atores da assistência trabalham em busca de um objetivo único que é o melhor para o paciente. No entanto, mesmo o trabalho sendo interdependente, a hierarquia, as dificuldades de comunicação e a própria complexidade do trabalho têm o potencial de colocar o paciente em risco.

O assunto era tratado principalmente como segurança dos trabalhadores e dos ambientes de trabalho através da SESMT e CIPA, mas vem ganhando importância desde 1999 quando um relatório do Institute of Medicine publicou "To Err is Human", que diz que muitos óbitos ocorriam nos Estados Unidos (EUA) devido a problemas na assistência à saúde. Isso provocou reações em várias partes do mundo, por órgãos governamentais e não governamentais, no sentido de melhorar os processos e os controles dentro dos hospitais.

A segurança é um dos pilares da qualidade. A segurança assistencial é definida como a prevenção dos danos causados aos pacientes, que podem ocorrer por meio de erro por ação ou omissão.

BE - Qual a responsabilidade da equipe de saúde em tornar a situação conhecida pelo paciente e seus acompanhantes ao ser internado em um hospital?

ER - Todo procedimento tem um risco que é resultante das características dos pacientes e dos procedimentos a que são submetidos. Esses riscos são descritos na literatura médica e devem ser informados para o paciente antes de qualquer procedimento, pois, na maior parte das vezes, não são preveníveis. Os termos de consentimento ajudam o médico a esclarecer dúvidas e a orientar seus pacientes quanto a esses riscos.

A segurança a que nos referimos é a necessidade de minimizar outros riscos, evitando eventos adversos preveníveis, relacionados à estrutura física, ao processo assistencial ou à qualidade da assistência, que deve ser avaliada continuamente e corrigida. Não tem sentido ser informada, mas sim modificada.

BE - O risco de permanecer internado é uma situação semelhante a de se hospedar em um hotel, por exemplo, e correr riscos de infra-estrutura ou mesmo à semelhança do estádio de futebol na Bahia (Fonte Nova) em que a defesa civil já tinha conhecimento prévio e mesmo assim o local permaneceu aberto e levou a várias mortes?

ER - Não, é bem diferente. Apesar das equipes de Gestão de Risco se preocuparem com estes aspectos também, isto é, existe o compromisso das instituições de saúde com a integridade física de suas instalações e de seus pacientes, existem regulamentações e as Vigilâncias Sanitárias são muito atuantes. O conceito de segurança assistencial é muito mais complexo e exige uma avaliação mais profunda de aspectos específicos da assistência.

BE - Quando o médico tem a percepção de que sua unidade está "muito" insegura, que medidas ele deve tomar para minimizá-la?

ER - Na verdade, nós médicos junto com toda a equipe assistencial devemos ter a segurança como foco. Devemos tomar atitudes quando identificamos algo POTENCIALMENTE inseguro e não somente quando algum evento adverso ocorre. Nos hospitais em que há Gerência de Risco podemos, junto com a equipe, encontrar formas de correção. Se não há um setor de melhoria da qualidade e segurança, podemos encontrar soluções trazendo este assunto para discussão e redesenhando processos. Agir de forma segura sempre é o mais importante.

BE - É possível a estratégia de erro zero quando se cuida de pessoas?

ER - Sim, importante é diferenciar erro zero de risco zero: nós podemos ter erro zero como objetivo, o risco somente pode ser minimizado. Sempre haverá risco no cuidado de doentes.

Colaborou Dr. Helio Queiroz, vice-presidente da AMIB