Esse artigo foi publicado na revista The New Yorker em 2007. O autor começa com a descrição de uma criança de três anos que ficou submersa na água gelada dos Alpes por quase quarenta minutos, sendo resgatada em hipotermia grave e em estado desesperador - foi necessário reaquecimento meticuloso, circulação extracorpórea, monitorização da pressão intracraniana e diálise - e como estamos envolvidos em complexidade dentro da medicina intensiva sem nem ao menos nos darmos conta.UTI - Cuidado humanizado do paciente crítico.
sábado, fevereiro 21, 2009
THE CHECKLIST
Esse artigo foi publicado na revista The New Yorker em 2007. O autor começa com a descrição de uma criança de três anos que ficou submersa na água gelada dos Alpes por quase quarenta minutos, sendo resgatada em hipotermia grave e em estado desesperador - foi necessário reaquecimento meticuloso, circulação extracorpórea, monitorização da pressão intracraniana e diálise - e como estamos envolvidos em complexidade dentro da medicina intensiva sem nem ao menos nos darmos conta.quarta-feira, fevereiro 18, 2009
Projeto sobre Cooperativas de Trabalho
A senadora Serys Slhssarenko (PT-MT) recebeu nesta terça-feira (10/02) a Comissão de Cooperativismo Médico do Conselho Federal de Medicina. A Comissão - composta pelo CFM, Fenam e AMB - solicitou uma agenda de trabalho para discutir o PLC 131/2008, que dispõe sobre a organização e o funcionamento das Cooperativas de Trabalho.
O coordenador da Comissão, Hiran Gallo, destacou a receptividade da senadora em dialogar com as entidades médicas, colocando a sua assessoria para discutir o projeto como um todo.
Atualmente no Brasil estima-se que mais de 150 mil médicos estejam ligados às cooperativas de trabalho médico.
Fonte: Conselho Federal de Medicina - CFM
Em: 13/2/2009
Regionais e Cooperativas
Duas cooperativas de médicos, que unem e coordenam os meios e os esforços de cada indivíduo para realização da atividade comum, visando a alcançar um resultado procurado por todos, mantêm ótimas parcerias com sociedades regionais da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB). É o caso da Cooperativa dos Médicos Intensivistas do Espírito Santo (COOPERATI), que atua em conjunto com a Sociedade Espírito Santense de Terapia Intensiva (SOESTI), e da Cooperativa Amazonense de Terapia Intensiva (COOPATI), parceira da Sociedade Amazonense de Terapia Intensiva (SATI).
A Dra. Dyanne Dalcomune, presidente da SOESTI, explica que a COOPERATI é uma prestadora de serviços de Terapia Intensiva Adulto para a Secretaria de Saúde do Espírito Santo. "O fato de sermos organizados em forma de cooperativa poupa o estado de uma série de despesas com realização de concursos públicos, pagamento de férias, décimo terceiro e outras obrigações trabalhistas. Por outro lado, conseguimos uma maior remuneração pelo serviço prestado". Segundo ela, todo cooperado precisa estar inscrito e quite com a AMIB/Soesti, proporcionando fortalecimento mútuo. "A SOESTI tenta incentivar a atualização científica, promovendo cursos, workshops e jornadas e estimulando a aquisição do título de especialista AMIB, o que realmente gera diferencial entre o médico que faz Terapia Intensiva daquele que verdadeiramente é intensivista", complementa.
Para o Dr. Jorge Luiz Potratz, presidente da COOPERATI, a parceria visa ainda a agregar o maior número de intensivistas, a tentar uniformizar os rendimentos da classe e a uma maior qualidade dos profissionais, uma vez que a SOESTI está diretamente relacionada com a AMIB, que prioriza esse trabalho de incentivo, por meio de eventos, revistas e cursos. "A vantagem principal é o fato de que o médico precisa estar inscrito regularmente e quites com a AMIB, por meio da SOESTI, previsto no estatuto da cooperativa, temos o controle real desta situação, alem de proporcionar uma relação mais direta e rápida com todos os acontecimentos (eventos, cursos, literatura, etc) pela associação. A cooperativa luta também para que a totalidade de seus associados seja titulado na especialidade. Além disso, a COOPERATI e a SOESTI utilizam o mesmo espaço físico, facilitando muito essa relação de compartilhamento".
O médico conta ainda que cerca de 80 % dos associados da regional são cooperados, mantendo tanto a força da cooperativa quanto da SOESTI. "A COOPERATI garante o pagamento da anuidade AMIB em tempo real de todos os seus cooperados, possibilitando a redução da inadimplência, sendo que, posteriormente, o valor é descontado em três parcelas dos cooperados, que podem, assim, participar democraticamente das decisões da cooperativa, uma vez que é pré-requisito para as principais deliberações da mesma (eleições, etc). A COOPERATI ainda participa com incentivo financeiro mensal para a SOESTI, estimulando a parceria", acrescenta o Dr. Potratz.
sexta-feira, fevereiro 13, 2009
Novidades sobre a prova de título
Nota de corte será 6.0 Alguns pontos importantes sobre a seleção para obtenção do Título de Especialista em Medicina Intensiva já estão definidos. A parte teórica da avaliação terá cem questões e habilitará o candidato para a segunda etapa: a prova de habilidades. O concorrente que não atingir a nota de corte de 6.0 não poderá continuar no processo. Segundo o Dr. Fernando Dias, presidente da Comissão de Título de Especialista da AMIB, a prova de habilidades vai contemplar casos clínicos, nos quais o candidato será arguido por dois examinadores em cada estação. "Posteriormente, o candidato será avaliado em situações práticas, com simulações de situações do cotidiano de uma UTI, como acessos vasculares, manejo de vias aéreas, ventilação mecânica, manobras de RCP, arritmias e monitorização hemodinâmica", explica. O edital da prova de obtenção de título de especialistas deve ser publicado em breve e vai conter o programa do concurso, que está em fase final de elaboração.
O médico ressalta ainda que, para se preparar para a prova, é muito importante seguir a bibliografia sugerida pela comissão. "O objetivo é fazer uma avaliação do candidato visando a valorizar seu conhecimento teórico e suas habilidades práticas no cuidado do doente crítico".
AMIB em: 9/2/2009
sexta-feira, fevereiro 06, 2009
VII Congresso NorteNordeste de Medicina Intensiva
Informações e inscrições
Telefone: +55 (98) 3268-4147 – ramal 04
E-mails:
sacadaeventos@uol.com.br
comissaocientificaconnemi2009@gmail.com
comissaoorganizadoraconnemi@gmail.com
DEXMEDETOMIDINE X MIDAZOLAM - sedação em paciente crítico
Riker RR, Shehabi Y, Bokesch PM, et al. for the SEDCOM (Safety and Efficacy of Dexmedetomidine Compared with Midazolam) Study Group.
JAMA. 2009; 301(5): (doi:10.1001/jama.2009.56).
Neste ensaio randomizado, quando compara-se midazolam com dexmedetomidina para se atingir um alvo de sedação para RASS -2 até +1, viu-se que o grupo da dexmedetomidina evoluiu com menos delirium, menos tempo em ventilação mecânica, menos taquicardia e hipertensão.
O tempo na sedação alvo excedeu 75% do tempo com ambas as medicações. O único efeito adverso relatado da medicação foi bradicardia.
Esse artigo mostrou que, mesmo quando aplicadas as regras ótimas de sedação (titulação da dose, despertar diário), a dexmedetomidina mostrou-se superior ao midazolam como sedativo. Outro aspecto interessante é que 61% dos pacientes utilizaram dose superior aos 0,7 mcg/Kg/h preconizados pelo fabricante (chegando a dose 1,4 mcg/Kg/h), sendo essa dose segura para a sedação de pacientes críticos.
No editorial escrito por Kress, ele diz que: "With the demonstration of the safety of dexmedetomidine at higher doses and for longer periods, clinicians now have a widened choice of sedatives and should always consider not only the need for sedation but also the possible clinical implications of the choice of sedative."
Cássia Righy